
...HÁ GREVE GERAL

O Presidente da UEFA, Michel Platini, e várias figuras políticas da União Europeia juntaram forças no apelo à protecção do desporto contra a violência e o hooliganismo. São urgentes as medidas que aumentem a cooperação entre organizações desportivas, governos e as forças de segurança.
Conferência inaugural
A mensagem foi difundida no início de uma conferência inaugural de dois dias em Bruxelas, organizada conjuntamente pela Comissão Europeia, com a Presidência Portuguesa do Concelho e o Parlamento Europeu, em associação com a UEFA, com o título "Rumo a uma estratégia da UE contra a violência no desporto".
Participantes de prestígio
Para além de Michel Platini, entre os participantes estão o vice-presidente da Comissão Europeia, Franco Frattini, o Comissário Europeu, Ján Figel, altos representantes dos estados-membro da União Europeia, membros do Parlamento Europeu e altos representantes do Concelho Europeu. O Plano de Acção da Comissão para o Desporto, denominado "Plano Pierre de Coubertin", em honra do francês que fundou o Comité Olímpico Internacional, foi adoptado no Verão de 2007, como parte do Livro Branco para o Desporto da Comissão. A conferência de alto nível é uma das primeiras acções do Plano.
Empenho político
O principal objectivo da conferência – que conta com a presença de 150 delegados dos estados-membros da UE – é demonstrar o forte empenho político da Europa na prevenção da violência e outras formas de conduta negativa na comunidade do futebol; propor medidas preventivas; e promover um diálogo estruturado entre os governos nacionais e locais, as forças de segurança, as autoridades judiciais e as organizações desportivas. A UEFA está a utilizar a plataforma de Bruxelas para destacar as suas próprias actividades neste campo.
Ideia do Presidente
"No início do ano vim a Bruxelas e, na presença do Presidente [José Manuel Durão] Barroso, denunciei os males que ameaçavam, e continuam a ameaçar, o desporto europeu", afirmou Platini. "Em Fevereiro, de forma algo provocadora, lancei a ideia de uma polícia europeia do desporto, mas lentamente a ideia foi ganhando pernas para andar".
Problema social
"A violência é um problema social, e como o futebol está no centro das nossas vidas sociais, é infelizmente comum que os perpetradores da violência procurem dominar um jogo tão visível e popular como o futebol", acrescentou Platini. "Temos, portanto, de agir na protecção do desporto e dar aos juízes os meios para que se faça cumprir a lei. A UEFA já encoraja parcerias entre federações, clubes e forças de segurança nacionais. Agora as organizações desportivas, os governos e as forças públicas de segurança também têm de cooperar".
"Destrutiva e contraproducente"
O vice-presidente Franco Frattini, comissário responsável pela Justiça, Liberdade e Segurança, explicou a importância do evento: "A violência no desporto é claramente destrutiva e contraproducente. Temos de aumentar os nossos esforços na prevenção da violência. Mas por si só, nenhum país encontra as melhores soluções para lidar com o hooliganismo e a violência no desporto. A Comissão Europeia tem um papel essencial a desempenhar, já que pode facilitar o envolvimento activo dos serviços de segurança, autoridades judiciais, federações desportivas, organizações de adeptos e outras entidades, para que todos possamos desfrutar do desporto em paz".
Progressos palpáveis
Ján Figel, Comissário Europeu da Educação, Formação, Cultura e Juventude, incluindo o desporto, prosseguiu: "O desporto é uma actividade que beneficia a nossa saúde, mas também tem um importante papel social e económico, porque pode fortalecer os nossos elos sociais e funcionar como catalisador da integração social. O desporto também pode trazer ao de cima o melhor e o pior das pessoas. Temos de encontrar a melhor forma de ajudar o desporto a desenvolver por completo o seu potencial positivo, afastando as actividades negativas que estragam o seu impacto benéfico, como a violência. Estou satisfeito porque, com o nosso plano de acção e com a conferência de hoje, podemos fazer progressos palpáveis, para prevenir e reduzir todos os tipos de violência desportiva".
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Assuntos da UE por Mark Chaplin

Primeiro-ministro declara vitória nas eleições
O primeiro-ministro dinamarquês considerou «histórico» que um governo liderado pelos liberais tenha sido reeleito para um terceiro mandato.·
A líder da oposição de esquerda reconheceu a derrota: «Prometi que derrotaria Anders Fogh Rasmussen. Isso não aconteceu», disse
«Os dinamarqueses precisam de mais tempo antes de nos darem a responsabilidade a nós», concluiu.
Anders Rasmussen, no poder desde 2001, consegue, assim, um terceiro mandato, em grande parte graças ao bom nível da economia e às baixas taxas de desemprego no país.
in: TSF/Online e SIC/Online
Portugal - Arménia
17 de Novembro, 21h00, Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa
Categorias e preços dos bilhetes:
1ª categoria - 25 euros
2ª categoria - 20 euros
3ª categoria - 15 euros
4ª categoria - 10 euros
A Associação de Futebol de Leiria comercializa os ingressos de segunda-feira a sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 16h00 e as 20h00, na sede sita na Rua Manuel Ribeiro de Oliveira.
Os adeptos também poderão adquirir bilhetes no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, na segunda-feira, entre as 16h00 e as 20h00, de terça a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 16h00 às 20h00.
Para o jogo do Estádio do Dragão, os ingressos também são comercializados nas agências e locais habitualmente utilizados pelo FC Porto.
Portugal - Finlândia
21 de Novembro, 19h45, Estádio do Dragão
Categorias e preços dos bilhetes:
1ª categoria - 25 euros
2ª categoria - 20 euros
3ª categoria - 15 euros
4ª categoria - 10 euros
O apoio de todos os adeptos da “equipa de todos nós” é, mais uma vez, fundamental para que Portugal consiga os seus objectivos. Compre bilhetes e apoie a Nossa Selecção!
in: Portal do futebol

Superioridade moral da esquerda na fogueira
Colunista da imprensa britânica Nick Cohen ataca com fúria seus ex-camaradas, resistentes adeptos da obsessão anti americana
Caio Blinder, de Nova York
O que é a esquerda neste começo de século 21? O que sobrou desta esquerda? No jogo de palavras What's Left? (Fourth Estate, 405 páginas,
Em termos mais específicos, a fúria de Nick Cohen é dirigida contra movimentos e intelectuais de esquerda (com foco na sua Grã-Bretanha e na pátria desalmada dos EUA) que desde os atentados do 11 de setembro e a guerra do Iraque justificam o extremismo islâmico, sempre em nome de uma obsessão antiamericana. Nick Cohen simplifica, nem sempre explica, escorrega na terminologia e muitas vezes ataca os alvos mais fáceis para se esquivar de oponentes mais complexos.
Obviamente, nem todo opositor da guerra do Iraque é conivente com a patologia do extremismo islâmico (hoje os opositores são 2/3 dos americanos); é possível debater a definição deste extremismo como fascismo; e Cohen é maroto quando devota muitas letrinhas a alguns grupelhos lunáticos como o Partido Socialista dos Trabalhadores (na Grã-Bretanha) para denunciar a venalidade da esquerda ou daqueles que no jargão americano são conhecidos como liberais.
Mas no final das contas, isto são detalhes. O fundamental são as pinceladas. Nick Cohen está aí para polemizar, provocar e tocar fogo. Missão cumprida com a diatribe. Ele é saboroso desde o começo do livro. Filho de pais judeus comunistas em Manchester, o garoto Nick precisava seguir uma linha citricamente correcta. Nada de laranjas da África do Sul (apartheid), da Espanha (franquismo), de Israel (opressão dos palestinos) ou da Flórida (estado no país presidido por Richard Nixon).
Nick Cohen, portanto, aprendeu, em casa, que a esquerda tem superioridade moral. Os demais são bagaços de laranja. Não existia, nos tempos do seu aprendizado, equivalência moral entre o antifascismo e o anticomunismo. O comunismo pode ter falhado e praticado atrocidades, mas ao menos era bem intencionado na sua causa universalista. Agora que experimentou variedades de laranja, Nick Cohen está azedo. Exasperado, ele denuncia a hipocrisia da Amnistia Internacional, Harold Pinter, Noam Chomsky e o tal do Partido Socialista dos Trabalhadores que justificam os “terroristas suicidas inspirados pela teologia psicopata de extremistas de direita”.
A investida contra a Amnistia Internacional me incomoda, mas eu gosto dos ataques contra Chomsky, herói dos fóruns sociais mundiais, que por uns tempos desculpou Pol Pot. Normal que Chomsky considere George W. Bush pior do que Saddam Hussein. Para Cohen, esta venalidade é mais profunda e tem implicações históricas mais significativas do que a sem-vergonhice de Eric Hobsbawn e Raymond Williams que desculparam o pacto Stálin-Hitler em 1939.
Cohen nem sempre é camarada com George Bush e Tony Blair, mas os dois dragões da maldade não são o alvo de sua indignação moral. E o livro tem até mais “timing” quando Bush e Blair estão por baixo e a manipulação das informações para justificar a invasão do Iraque mais do que escancarada. Afinal, é justamente agora que as vítimas de uma guerra desastrosa precisam de solidariedade internacional. Mas, como na época da invasão do Iraque, em amplos sectores da esquerda existe distanciamento. Nas marchas de Fevereiro de 2003 em várias cidades do mundo, havia mais denúncias contra o fascismo de Bush do que palavras de conforto a uma população submetida às atrocidades de Saddam Hussein. No livro, Nick Cohen toma nota do desconforto do nosso sul-americano Ariel Dorfman com esta situação.
E agora que o Iraque está assolado pela violência jihadista e dos grupos sectários (com culpa no cartório de Bush), a tese central de Cohen sobre o obsessão antiamericana é impecável. Muitos esquerdistas postados na sua superioridade moral estão muito mais preocupados em lembrar o acerto de suas profecias do que atuar em apoio dos iraquianos que sofrem com as ações de milícias terroristas. Mais um triunfo do narcisismo político.
No maquiavelismo barato de tratar o inimigo do seu inimigo como amigo, esta esquerda vilipendiada por Nick Cohen vai sobrar de novo quando Bush partir de vez para o rancho do Texas. Para usar um termo maldito, Cohen já fez sua autocrítica. A este vencedor, as laranjas."
Marcelo Vieira
Local: Belém, Pará, Brazil
Jornalista. Professor do Curso de Comunicação Social da Unama.
Portugal não tem nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo, de acordo com a actualização de 2007 de um dos mais importantes "rankings" de ensino superior, elaborado conjuntamente pelo "The Times Higher Education Supplement" e pela Quacquarelli Symonds. Os dados foram divulgados ontem e voltam a colocar Harvard na liderança mundial.
A performance portuguesa é ainda mais modesta se analisada ao nível da lusofonia. Em 2006, a Universidade de Coimbra, que era a melhor portuguesa no "ranking" - ocupava a 266ª posição -, era igualmente líder entre as instituições que leccionam em Português.
Este ano, há duas universidades brasileiras que saltam para a frente, ultrapassando todas as portuguesas: a Universidade de São Paulo, que passa do lugar 284 para a posição 175; a Universidade de Campinas, que sobe do posto 448 para o lugar 176.
'Chessboxing', um novo desporto que alia força física e inteligênciaISAURA ALMEIDA

O rei Juan Carlos de Espanha mandou hoje calar o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que voltou a chamar "fascista" ao ex-primeiro-ministro José Maria Aznar.
"Porque não te calas?", lançou o monarca espanhol, dirigindo-se a Chávez, na última sessão plenária da XVII Cimeira Ibero-Americana que decorre em Santiago do Chile.
Depois de ontem "fascista de todo o tamanho" a Aznar, o Presidente da Venezuela voltou hoje a repetir a acusação perante o rei Juan Carlos e o primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero. Chávez revelou mesmo pormenores de uma conversa privada que manteve com Aznar em 1999 e voltou a acusar o ex-primeiro-ministro espanhol de ter apoiado, em 2002, as tentativas da oposição venezuelana para o derrubar, revela a edição online do diário "El Mundo",
Mas, ao contrário de ontem, Zapatero fez hoje questão de responder a Chávez, pedindo-lhe "respeito" em relação ao dirigente democraticamente eleito que não se encontrava presente.
No entanto, enquanto o primeiro-ministro espanhol falava, o Presidente venezuelano continuava também a argumentar, embora com o microfone fechado, levando o monarca espanhol a mandá-lo calar. As palavras de Juan Carlos foram bem audíveis para os jornalistas que acompanham os trabalhos no exterior da sala, graças ao microfone que se encontrava ligado para a intervenção de Zapatero.
Na resposta, Chávez sublinhou que a Venezuela responderá "a qualquer agressão no momento que quiser".
Ao retomar a palavra, o primeiro-ministro espanhol sugeriu a introdução de um código de conduta, que proibisse o uso de certas expressões, relata a TSF, mas Chávez retorquiu que "as verdades não devem doer" a quem as ouve.
Já depois desta altercação, o Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acusou Portugal e Espanha de representarem o "grupo do Norte" nas negociações face aos mais países mais desfavorecidos do Sul e de defenderem o interesses europeus e, por arrastamento, o interesses dos EUA na região.
Nesta altura, escreve o jornal "El Mundo", o rei de Espanha saiu da sala, gerando rumores que poderia abandonar mais cedo a cimeira, mas essa saída não se confirmou.
in: Público online
