2008/12/30




"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo como os seus animais
são tratados" (Mahatma Gandhi)

Pois, pois...



José Eduardo Simões, presidente da Académica de Coimbra, defendeu ser necessária a construção de um novo estádio para 12 a 13 mil espectadores, durante a Assembleia Geral para aprovação do Relatório e Contas de 2007/2008.

"Os custos de manutenção do actual estádio serão incomportáveis em 2014, daí a necessidade imperiosa de construir um novo, para 12/13 mil pessoas", explicou o dirigente da briosa, acrescentando que se tiver de assumir as despesas totais do estádio, "a Académica vai ao buraco". "É uma questão de sobrevivência", frisou.

Simões alegou, ainda, que o Estádio Cidade de Coimbra comporta vários erros de estrutura, como por exemplo, o caso de "infiltrações", que já causam despesas graves para o clube: “Gosto imenso do estádio, mas há que pensar noutra solução".

Um dos pontos tratados na Assembleia Geral foi a rescisão unilateral, por justa causa, do contrato com a TBZ, que suportava todos os custos e obtenção de receita da gestão do estádio, e que pode, desta forma, acelerar a concretização deste novo projecto.

A ideia de um novo recinto desportivo foi bem recebida, tendo sido incluída no Relatório e Contas, o qual foi discutido e aprovado pela maioria dos cerca de 70 associados presentes.
Data: Segunda-feira, 29 Dezembro de 2008 - 1

2008/12/27

TBZZZZZZZZZ



Governo nacionalizou empresa suspeita de falência fraudulenta
TBZ: de caso de sucesso a empresa em falência
26.12.2008 - 09h15
Por Raquel de Almeida Correia

Quando os problemas financeiros da TBZ começaram a evidenciar-se, no início deste ano, João Barroqueiro reuniu-se com fornecedores e clientes para negociar dívidas.

No fundo, o fundador da empresa sentia-se responsável pelo colapso do negócio que criou há 12 anos e que representou marcas como Real Madrid, Benfica, FC Porto e Sporting. Em pouco mais de uma década, transformou uma empresa de 500 mil euros num gigante de 20 milhões. Em pouco menos de um ano, foi alvo de um arresto de bens, de um processo de insolvência, de rescisões de contratos milionários e está a ser investigada pelo Ministério Público por insolvência dolosa.

Parte dos danos terá de ser assumida pelo Estado, uma vez que este detém 50 por cento da TBZ, através de um fundo de investimento do nacionalizado banco Efisa (via BPN). O caminho da empresa fundada por João Barroqueiro, em 1996, sempre foi atribulado.

Depois de quatro anos a trabalhar sob o nome Sidith e de um contrato de gestão da marca Benfica, que não chegou a avançar, o gestor de 34 anos foi abordado pelos espanhóis da Biplano. A empresa de licenciamento e “merchandising” detinha a TBZ em Portugal e procurava um parceiro local.

No ano 2000, Barroqueiro desfez-se da Sidith e comprou 75 por cento da sociedade. Nos cinco anos que se seguiram, praticamente tudo mudou na vida da TBZ. Quando se deu o negócio com a Biplano, a empresa facturava 500 mil euros por ano. Em 2005, as vendas rondavam os dez milhões. O que mudou? Contratos milionários com alguns dos maiores clubes nacionais: o Benfica assinou em 2001, o Sporting, a Académica e o Beira-Mar em 2004 e o FC Porto em 2005.

Negócios fatais

Na maioria dos casos, estas parcerias davam à empresa os direitos de utilização da marca e, à excepção do Beira-Mar e do Braga, a exploração das suas lojas oficiais. Em contrapartida, pagava-lhes uma comissão pelas receitas geradas. No caso da Académica, o negócio incluía ainda gestão do estádio Cidade de Coimbra e, no do Sporting, a concessão do bingo. Foram precisamente estas duas apostas que condenaram a TBZ.

Os contratos de licenciamento e “merchandising” com o Benfica, o Sporting e o FC Porto iam compensado os negócios com clubes menores “que eram deficitários”, admite Barroqueiro. O problema foi suportar os prejuízos do estádio e do bingo. De acordo com o gestor, a relação comercial com a Académica causou “perdas de um milhão de euros” e a sala de bingo, que esteve parada 15 meses à espera de licença da Câmara Municipal de Lisboa para abrir, trouxe “prejuízos de 1,2 milhões de euros num ano”.

“A TBZ aceitou alguns negócios erradamente. Tinha expectativas demasiado elevadas. E pagou o preço”, desabafa. A Biplano acabou por sair do capital da empresa, em 2005.

O grupo espanhol afirma que se retirou por causa do dinheiro que a TBZ lhe devia. Barroqueiro contesta, afirmando que pagou 300 mil euros pela participação e que “ficou estipulado no acordo que a Biplano não tinha mais nenhum montante a receber”. Já há três anos, a empresa apresentava um cenário financeiro debilitado.

Apesar de as vendas ultrapassarem os 15 milhões de euros, o endividamento também cresceu, atingindo os 13 milhões, enquanto o capital próprio rondava os 820 mil euros. Ainda assim, a TBZ não desistiu de se envolver em novos negócios.

Em 2006 (ano em que mostrava já problemas de falta de liquidez e prejuízos de 13 mil euros), estabeleceu um contrato de licenciamento com a entidade pública espanhola Expoagua, responsável pela organização da Expo 2008, em Saragoça, que deveria ter gerado vendas de seis milhões de euros e que envolveu cerca de 60 fornecedores dos dois países. E, em Outubro de 2007, ganhou o licenciamento do Real Madrid, que pressupunha a angariação de dois milhões de euros. No caso da Expo Saragoça, que ocorreu entre Junho e Setembro deste ano, em vez de seis milhões de facturação, as receitas ficaram-se por “3,8 milhões”, porque o número de visitas ficou abaixo do previsto.Quanto ao Real Madrid, acabou por rescindir unilateralmente o contrato em Junho de 2008, alegando incumprimento de obrigações no que dizia respeito aos valores alcançados.

O accionista Estado

Para suportar a expansão, a empresa recorreu ao banco Efisa, que, em Maio de 2007, se apropriou de 50 por cento do capital, por via de um empréstimo. A instituição, que faz parte do nacionalizado Banco Português de Negócios (BPN) desde o início da década, é agora detida pelo Estado, o que faz com que parte da TBZ seja propriedade pública. Contactada pelo PÚBLICO, a Caixa Geral de Depósitos (banco estatal responsável por gerir o BPN) não quis comentar.

O banco Efisa chegou, aliás, a suportar a investida da TBZ no Brasil, já este ano. Apesar da instabilidade financeira, a empresa ganhou um concurso para a construção do estádio Arena, em Porto Alegre, no Estado de Rio Grande do Sul.

Em parceria com a construtora brasileira OAS e com o gabinete de arquitectura português PLARQ, a TBZ iria “prestar serviços de consultoria”, explica Barroqueiro. No entanto, o negócio ficou por concluir. De acordo com o Grémio de Porto Alegre, “foi requisitada informação financeira sobre a empresa e, em vez de a entregar, a TBZ optou por se retirar”.

Já o gestor alega que desistiu “porque o negócio não era interessante”. À medida que ia carregando prejuízos com actividades menos rentáveis e investindo em novos negócios, a empresa foi aumentando o seu passivo. No final ano passado, este indicador ultrapassava os 20 milhões de euros - quase 20 vezes mais do que o montante de capital próprio (1,6 milhões de euros).

Quando 2008 chegou, Barroqueiro teve de assumir a derrapagem financeira e reuniu-se pessoalmente com os credores para negociar o pagamento da dívida. Porém, enquanto essas conversas decorriam, deparou-se com uma notícia que acabaria eventualmente por condenar a reputação da TBZ. No início de Dezembro, foi surpreendida por um arresto de bens, movido por um fornecedor, a empresa China do Século XXI.

A empresa reclama uma dívida de um milhão de euros e, como garantia de pagamento, foi apreendida toda a mercadoria que a TBZ guardava num armazém em Vialonga. Barroqueiro tem uma versão diferente da história. Explica que “é a China do Século XXI que deve dinheiro”. Serão “cerca de 1,3 milhões de euros”, argumenta.

O gestor esclarece ainda que o antigo director de operações da TBZ, Pedro Carvalho, está ligado à sociedade de que a fornecedora faz parte, acrescentando que se tratou de uma situação “oportunista”, que ocorreu “sem haver notificação prévia”.

A empresa “não teve hipótese de se defender perante o juiz” e só quando for notificada do arresto poderá “repor os factos”. Será tarde demais. É que, assim que os parceiros da TBZ tiveram conhecimento da acção movida pela China do Século XXI, romperam de imediato a ligação à empresa. O impacto é significativo. “Passamos de uma empresa de 20 milhões para uma empresa de seis milhões”, diz Barroqueiro.

Acção com consequências

Na sequência do arresto, a Puma, fornecedora dos equipamentos do Sporting, interpôs uma acção de insolvência contra a empresa. A sentença, que terá como base uma alegada dívida de 850 mil euros, deverá ser proferida no início do próximo ano. Mas não foi a única acção judicial movida contra a TBZ, perante o risco de falência.

A Nike e a Adidas, por exemplo, que forneciam, respectivamente, o FC Porto e o Benfica, por intermédio da empresa, reclamam uma dívida que deverá rondar os 600 mil euros. “A partir do momento em que se deu o arresto, aconteceram várias coisas: uma boa parte dos acordos que tínhamos caíram, os clientes começaram a suspender pagamentos e, consequentemente, deixamos de conseguir pagar aos fornecedores”.

Real Madrid, Académica, Benfica, Sporting e FC Porto rescindiram unilateralmente os contratos e as entidades com as quais a TBZ foi fazendo negócios ao longo dos últimos anos começaram a exigir pagamentos.

No caso do Real Madrid, a TBZ ganhou recentemente uma providência cautelar contra o clube. Quanto à Académica, o gestor garante que o procedimento será o mesmo. Já no que diz respeito aos três grandes, o PÚBLICO apurou que Benfica, Sporting e FC Porto são credores da TBZ, sendo-lhes devido o pagamento das comissões pela utilização da marca oficial e pelas vendas nas lojas, mas só o primeiro revelou o valor em causa: meio milhão de euros.

Acresce a este grupo um conjunto de empresas com as quais Barroqueiro trabalhou nos últimos anos. É o caso da Expoagua, gestora da Expo Saragoça, e de 23 fabricantes espanhóis que trabalharam para a feira internacional. No conjunto, a dívida, que já deu direito a acção judicial, deverá rondar os 1,6 milhões de euros.

De acordo com o gestor português, houve uma reunião na passada sexta-feira em que foi discutida uma proposta de pagamento “abaixo deste valor”.

A TBZ aguarda, agora, uma resposta. Em Portugal, a TBZ também acumula dívidas significativas. A Expoluso, que fabricou expositores para a Expo 2008, e a Coelho & Durães, que ficou com licenças na área dos têxteis, são dois dos casos, reclamando o pagamento total de 560 mil euros. E há ainda uma dívida de cerca de 800 mil euros à Segurança Social, cujo pagamento garante já ter negociado.

O gestor terá ainda de responder num processo de insolvência dolosa interposto pelo Ministério Público.

Confrontado com este panorama, e apesar de já ter aliviado a TBZ da carga associada ao negócio do bingo do Sporting, rescindido no passado dia 4 de Dezembro, e da gestão do estádio da Académica, Barroqueiro admite que tem “um caminho difícil” pela frente. Há quem diga que quis dar passos demasiado grandes. E ele concorda.

Suplemento de Economia

2008/11/28

PORTUGUESAS NOS 16-AVOS-DE-FINAL


Adversário de Israel para Olivais de Coimbra
PORTUGUESAS NOS 16-AVOS-DE-FINAL

O Olivais de Coimbra vai defrontar o Elitzur Achva Ramla (Israel ) nos 16-avos-de-final da Eurocup.

As portuguesas venceram ontem em casa do Extrugasa (66-65 após prolongamento), garantindo a presença entre as 32 melhores equipas da prova.

"Mais do que um feito de todos nós e do clube trata-se da demonstração de que o basquetebol feminino português pode ser competitivo", comentou, no final do jogo com o Extrugasa, o técnico José Araújo.

2008/11/27

OLIVAIS VOLTA A FAZER HISTÓRIA



JOSÉ ARAÚJO
Vitória em Espanha garante apuramento

GROUP J
Tarbes GB 66-55 Pallacanestro Ribera
Extrugasa 65-66 Olivais Coimbra
1. TARBES GESPE BIGORRE....6/0....12
2. OLIVAIS COIMBRA.............3/3.... 9
3. EXTRUGASA-CORTEGADA...2/4....8
4. PALLACANESTRO RIBERA...1/5....7

OLIVAIS ao vivo em...

http://www.fibaeurope.com/cid_KNce8jInH7Qj1EsyH5rjn2.comp
ID_Rn2Om4j3HOcXtTFwJWFsh3.html

OLIVAIS VENCE EM ESPANHA POR 4 PONTOS, NO FINAL DO 3º PERÍODO

2008/11/24

Tourada


TBZ processa dirigentes da Briosa
PRESIDENTE É UM DOS VISADOS

Os responsáveis da empresa TBZ, da área do marketing e merchandising, apresentaram queixas-crime contra o presidente e um dos vice-presidentes da Académica, por retenção de receitas de bilheteira dos jogos de futebol do clube.

Segundo o comunicado emitido hoje pela TBZ, elementos do clube voltaram a reter as receitas da recepção de domingo ao Benfica (0-2), a contar para a nona ronda da Liga de futebol, impedindo ainda a entrada a funcionários da empresa que faz a gestão da bilheteira dos encontros do Estádio Cidade Coimbra.

"O contrato é claro: as receitas são propriedade da TBZ. Em quatro anos, a TBZ entregou mais de oito milhões de euros à Direcção da Académica", acusa a nota.

Os alvos da queixa da TBZ foram o presidente da Académica, José Eduardo Simões, e o vice-presidente para a área financeira, Luís Godinho.

Ainda hoje, Luís Godinho anunciou que processou o administrador da TBZ, João Barroqueiro, e o seu assessor de imprensa, João Duarte, por difamação, junto da Polícia Judiciária de Coimbra.

Em causa está um comunicado emitido no sábado pela TBZ, que acusava a Direcção da Académica, através do seu dirigente, de levantar, sem autorização, mais de 65.000 euros da receita do jogo Académica-Benfica, que se estimava de cerca de 300.000 euros.

Acusava ainda o referido comunicado de "assalto às suas instalações, por levantamento indevido de dinheiro, por abuso de confiança e por violação do acordo" entre as partes.

Data: Segunda-feira, 24 Novembro de 2008 - 21:01

2008/11/23

Comunicado


Comunicado da Presidência da República
A Presidência da República procede à divulgação do seguinte comunicado:
"Nos últimos dias, detectou a Presidência da República, face a contactos estabelecidos por jornalistas, tentativas de associar o nome do Presidente da República à situação do Banco Português de Negócios (BPN).
Não podendo o Presidente da República tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o seu bom nome, esclarece-se o seguinte:
1. O Prof. Aníbal Cavaco Silva, no exercício da sua vida profissional, antes de desempenhar as actuais funções (nem posteriormente, como é óbvio):
a) nunca exerceu qualquer tipo de função no BPN ou em qualquer das suas empresas;
b) nunca recebeu qualquer remuneração do BPN ou de qualquer das suas empresas;
c) nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas.
2. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher:
a) nunca contraíram qualquer empréstimo junto do BPN;
b) não devem um único euro a qualquer banco, nacional ou estrangeiro, nem a qualquer outra entidade.
3. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher têm, há muitos anos, a gestão das suas poupanças entregues a quatro bancos portugueses – incluindo o BPN, desde 2000 – conforme consta, discriminado em detalhe, na Declaração de Património e Rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, a qual pode ser consultada.
As aplicações feitas pelos bancos gestores constam, detalhadamente, da referida Declaração de Património, entregue no Tribunal Constitucional – assim como o número de todas as contas bancárias do casal, excepto uma, aberta no Montepio Geral, por acolher apenas depósitos à ordem - a qual, repete-se, pode ser consultada.
As alienações de títulos efectuadas pelos bancos gestores constam, nos termos da lei, e como pode ser verificado, das declarações de IRS do Prof. Aníbal Cavaco Silva e de sua Mulher, preenchidas com base nas informações fornecidas anualmente pelos referidos bancos.
4. Ao tomar posse como Presidente da República, o Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher deram instruções aos bancos gestores das suas poupanças para não voltarem a comprar ou vender quaisquer acções de empresas portuguesas, excepto no exercício de direitos de preferência.

Palácio de Belém, 23 de Novembro de 2008"

Nunca vi...


...cabeça de bacalhau, mendigo careca, santo de óculos, ex-corrupto, nem filho de prostituta chamado Júnior.

O Santo










Dias Loureiro em declarações ao Expresso sobre o caso BPN
"Avisei o Banco de Portugal em 2001"
Anabela Campos, Ângela Silva e Isabel Vicente
Em declarações ao Expresso, Dias Loureiro, ex-administrador do grupo SLN, diz que alertou o Banco de Portugal, em Abril de 2001, para a falta de confiança que tinha no modelo de gestão do grupo BPN. Quanto às empresas-fantasma que a SLN comprou em Porto Rico, Loureiro sublinha que estranhou estas não constarem do Relatório e Contas de 2001. »

2008/11/22

2008/11/16

I kill you


ACHMED
http://www.youtube.com/watch?v=wJ0wLhHq2SU

Barça


Dois brasileiros fazem parte do pior Barcelona dos últimos 20 anos
Eleição feita pelo diário catalão “Sport” não perdoa o volante Fábio Rochemback (ex-Inter) e o meia-atacante Geovanni (ex-Cruzeiro)
GLOBOESPORTE.COM Barcelona, Espanha
Goleiro: Rüstu Recaer (Turquia)
Laterais: Okunowo (Nigéria) e Bogarde (Holanda)
Zagueiros: Cristanval (França) e Dehu (França)
Meias: Xabier Eskurza (Espanha), Rochemback (Brasil) e Ciric (Sérvia)
Atacantes: Giovanni (Brasil), Maxi López (Argentina) e Amunike (Nigéria)

BRASILEIRÃO



globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Brasileirao/musa

2008/11/15

Satisfaction



João Neto insatisfeito com nível para novo ciclo olímpico
Publicado: 2008-11-12 14:02:14 | Actualizado: 2008-11-12 14:02:31
Por: Sandra Henriques
D.R.
João Neto não chegou às medalhas em Pequim, o que fez descer o nível da sua bolsa mensal
João Neto insatisfeito com os apoios futuros
João Neto está descontente com o nível que lhe foi atribuído pelo Comité Olímpico de Portugal, que representa uma descida salarial em relação à preparação para os últimos Jogos Olímpicos.
O anteprojecto prevê que o atleta ganhe uma bolsa mensal de 900 euros.
João Neto, campeão europeu de judo, está descontente com o nível três que lhe foi atribuído para o próximo ciclo olímpico.
"Continuo no projecto, mas num nível que acho que não tem nada a ver com o nível que eu tenho. Eu, a Telma Monteiro e muitos outros atletas. Tudo porque nos Jogos Olímpicos não consegui chegar às medalhas ou aos sete primeiros", afirma, em declarações à Antena 1.
O judoca desceu para o nível três, o que significa que a sua bolsa mensal é de 900 euros. João Neto considera os critérios desajustados.
"Há diversos atletas que foram aos Jogos Olímpicos que precisam de projectos, que continuam a ser óptimos atletas. No meu caso, fui campeão da Europa, continuo nos lugares da frente do ranking mundial, que é um nível em que estão os melhores atletas mundiais da modalidade. Portanto, não acho que o três seja o meu nível", refere.
"Como eu estarão outros atletas, como a Naide Gomes, por exemplo. Não fiquei satisfeito com as decisões que tomaram, porque não motiva minimamente os atletas", acrescenta.
O anteprojecto do Programa Olímpico 2012-2016 está disponível para consulta no site do Comité Olímpico de Portugal e aguarda a aprovação do Instituto do Desporto de Portugal e da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto.

Mal me QREN



As verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) dirigidas para a área do desporto foram enquadradas pelo Governo, em dois programas fundamentais: um, destinado a equipar com relvados artificiais os concelhos que não dispusessem de qualquer campo relvado; outro, com o objectivo de criar uma rede nacional de Centros de Alto Rendimento Desportivo (CARD).
Relativamente ao primeiro, o critério parece ter-se prendido com a vontade do Governo de não haver crianças em Portugal que só pudessem ver campos relvados pela TV.
Argumento aparentemente justo e bem intencionado (mesmo que o número de praticantes, ou potenciais praticantes, nalguns casos, não permitisse a formação de uma única equipa), mas que deixa de fora todas as crianças que nunca viram o mar, mesmo que a sua modalidade desportiva seja a vela (“de rio”).
Será pois justo pedir o mar para estas crianças tão portuguesas como as demais!
O que dizer ainda a todas as crianças, que vivendo numa freguesia maior que muitos concelhos do país, sendo praticantes de futebol, nunca tiveram acesso a campo relvado e ficaram de fora das contas do Governo?
Em Coimbra, assumiu a Câmara Municipal dar resposta a centenas de crianças praticantes de futebol, completamente ignoradas pelo poder central e, aos praticantes de vela, enquanto esperam pelo mar do Governo, foi a Câmara Municipal a garantir-lhes as condições para que possam ir velejando no Mondego.
Quanto aos Centros de Alto Rendimento Desportivo, parece que também neste programa ficou Coimbra completamente fora dos planos do Governo.
É tal o preconceito deste Governo socialista contra Coimbra e os conimbricenses, que nem se dignou a responder à solicitação de parecer emitida pela Câmara Municipal (obrigatória por indicação do próprio Governo) relativa a projecto de Alto Rendimento Desportivo, que prevê a construção de quatro campos relvados, três pavilhões desportivos e todas as Infraestruturas de apoio (incluindo Laboratório de Análise do Treino da Faculdade de Ciências do Desporto da UC) e a que adiram Federações Nacionais como as de Futebol, Patinagem ou Ginástica.
Sem apresentar qualquer critério para o destino dado a Milhões de Euros para CARDs, fecha os olhos o Governo a que Coimbra tem centralidade, vias de acesso, massa crítica, capital humano e alguns equipamentos de Alto Rendimento pagos a 100% pela autarquia, que até vão sendo utilizados, sem contrapartidas, por atletas integrados nos programas de Alto Rendimento do mesmo Governo!...


PS: Quanto aos equipamentos na cidade de Coimbra com gestão da responsabilidade do Governo, a piscina de Celas, fechou em Julho para não mais abrir, o Choupal, o Estádio Universitário e a Pousada da Juventude, atingiram níveis de degradação inaceitáveis.

Luis Providência

Cristiano Centenário



Futebol: Cristiano Ronaldo alcançou 100 golos pelo United
15 de Novembro de 2008, 17:06
Manchester, Inglaterra, 15 Nov (Lusa) - O futebolista português Cristiano Ronaldo alcançou e ultrapassou hoje os 100 golos pelo Manchester United, ao "bisar" na recepção ao Stoke City (5-0), de livre directo, em encontro da 13ª jornada da Liga inglesa.
Novamente em excelente momento de forma, similar à que lhe vai valer, com toda a certeza, a "Bola de Ouro" e o prémio de melhor do ano da FIFA, Ronaldo inaugurou o marcador aos quatro minutos, na transformação de um livre directo, alcançando o centenário.
A terminar mais uma grande tarde em Old Trafford, o "7" dos "diabos vermelhos" aumentou a sua contagem pessoal no clube para 101 tentos, novamente de livre directo, aos 89 minutos.
Contratado na pré-temporada de 2003/2004, depois de uma "enorme" exibição ainda pelo Sporting contra os "red devils", na inauguração do Alvalade XXI (3-1 a 06 de Agosto de 2003), Ronaldo completou o centenário cinco anos e 14 dias após o primeiro tento.
A 01 de Novembro de 2003, em Old Trafford, em encontro da 11ª ronda da Liga inglesa, o internacional luso marcou o segundo golo ao Portsmouth (3-0), curiosamente também na transformação de um livre directo, aos 80 minutos, cinco após ter entrado em campo.
Nascido a 05 de Fevereiro de 1985, no Funchal, Cristiano Ronaldo encantou na primeira época, mas ficou-se pelos seis golos, sendo que na seguinte (2004/2005) marcou nove e em 2005/2006 atingiu os 12: não melhorou muito, mas foi sempre em crescendo.
A veia goleadora do extremo luso só surgiu, verdadeiramente, em 2006/2007, época em que apostou com o treinador Alex Ferguson que marcaria 15 golos e superou claramente as expectativas, ao conseguir 23, 17 dos quais na Liga inglesa (terceiro melhor marcador).
Para uma extremo, a marca já era significativa, mas, em 2007/2008, Cristiano Ronaldo logrou o inimaginável, ao apontar 42 golos pelo conjunto de Manchester.
O sucessor de George Best e Eric Cantona com o mítico "7" do United cometeu mesmo a inacreditável proeza de arrebatar a "Bota de Ouro", graças aos 31 tentos conseguidos na Premier League, sendo decisivo para o "bis" do United.
Para completar uma época de "sonho", Ronaldo venceu e foi o melhor marcador da Liga dos Campeões (oito tentos) e apontou ainda mais três na Taça de Inglaterra.
O extremo luso acabou a temporada com um total de 92 golos pelo United a atingiu hoje os 101, ao alcançar o sétimo e o oitavo no campeonato - marcou ainda um na Taça da Liga -, em apenas nove encontros disputados na Primeira Liga.
Além de ter alcançado o centenário ao serviço dos detentores do título europeu, Cristiano Ronaldo somou igualmente o 10º encontro consecutivo a marcar em jogos disputados em Old Trafford - a última vez que ficou em "branco" foi a... 10 de Fevereiro (1-2 com o City).
- Os 101 golos de Cristiano Ronaldo pelo Manchester United:
Nº Data Prova Adversário Golos
-------------------------------------------------------------
Época 2003/2004 (6 golos)
01 01/11/03 PL/11 Portsmouth (C), 3-0 1
02 14/02/04 TI/OF Manchester City (C), 4-2 1
03 20/03/04 PL/29 Tottenham (C), 3-0 1
04 10/04/04 PL/32 Birmingham (F), 2-1 1
05 15/05/04 PL/38 Aston Villa (F), 2-0 1
06 22/05/04 TI/F Milwall (N), 3-0 1
Época 2004/2005 (9 golos)
07 04/12/04 PL/16 Southampton (C), 3-0 1
08 19/01/05 TI/3 Exeter (F), 2-0 1
09 22/01/05 PL/24 Aston Villa (C), 3-1 1
11 01/02/05 PL/25 Arsenal (F), 4-2 2
12 19/02/05 TI/OF Everton (F), 2-0 1
13 12/03/05 TI/QF Southampton (F), 4-0 1
14 19/03/05 PL/30 Fulham (C), 1-0 1
15 17/04/05 TI/MF Newcastle (N), 4-1 1
Época 2005/2006 (12 golos)
16 09/08/05 LC/3P Debrecen (C), 3-0 1
17 29/10/05 PL/11 Middlesbrough (F), 1-4 1
18 30/11/05 TL/OF West Bromwich (C), 3-1 1
20 31/12/05 PL/20 Bolton (C), 4-1 2
22 04/02/06 PL/25 Fulham (C), 4-2 2
24 11/02/06 PL/26 Portsmouth (F), 3-1 2
25 26/02/06 TL/F Wigan (N), 4-0 1
26 06/03/06 PL/28 Wigan (F), 2-1 1
27 07/05/06 PL/38 Charlton (C), 4-0 1
Época 2006/2007 (23 golos)
28 20/08/06 PL/1 Fulham (C), 5-1 1
29 23/09/06 PL/6 Reading (F), 1-1 1
30 28/10/06 PL/10 Bolton (F), 4-0 1
31 04/11/06 PL/11 Portsmouth (C), 3-0 1
32 29/11/06 PL/15 Everton (C), 3-0 1
33 09/12/06 PL/17 Manchester City (C), 3-1 1
35 23/12/06 PL/19 Aston Villa (F), 3-0 2
37 26/12/06 PL/20 Wigan (C), 3-0 2
39 30/12/06 PL/21 Reading (C), 3-2 2
40 13/01/07 PL/23 Aston Villa (C), 3-1 1
41 31/01/07 PL/25 Watford (C), 4-0 1
42 04/02/07 PL/26 Tottenham (F), 4-0 1
43 24/02/07 PL/28 Fulham (F), 2-1 1
44 10/03/07 TI/QF Middelsbrough (F), 2-2 1
45 19/03/07 TI/QF Middlesbrough (C), 1-0 1
47 10/04/07 LC/QF AS Roma (C), 7-1 2
48 14/04/07 TI/MF Watford (N), 4-1 1
49 24/04/07 LC/MF AC Milan (C), 3-2 1
50 05/05/07 PL/37 Manchester City (F), 1-0 1
Época 2007/2008 (42 golos)
51 19/09/07 LC/1 Sporting (F), 1-0 1
52 29/09/07 PL/08 Birmingham (F), 1-0 1
54 06/10/07 PL/09 Wigan (C), 4-0 2
56 23/10/07 LC/3 Dínamo Kiev (F), 4-2 2
57 03/11/07 PL/12 Arsenal (F), 2-2 1
58 07/11/07 LC/4 Dínamo Kiev (C), 4-0 1
60 11/11/07 PL/13 Blackburn (C), 2-0 2
61 27/11/07 LC/5 Sporting (C), 2-1 1
63 03/12/07 PL/15 Fulham (C), 2-0 2
64 08/12/07 PL/16 Derby County (C), 4-1 1
66 23/12/07 PL/18 Everton (C), 2-1 2
67 26/12/07 PL/19 Sunderland (F), 4-0 1
68 29/12/07 PL/20 West Ham (F), 1-2 1
69 05/01/08 TI/32 Aston Villa (F), 2-0 1
72 12/01/08 PL/22 Newcastle (C), 6-0 3
73 19/01/08 PL/23 Reading (F), 2-0 1
75 27/01/08 TI/16 Tottenham (C), 3-1 2
77 30/01/08 PL/24 Portsmouth (C), 2-0 2
79 23/02/08 PL/27 Newcastle (F), 5-1 2
80 04/03/08 LC/OF Lyon (C), 1-0 1
81 15/03/08 PL/30 Derby County (F), 1-0 1
83 19/03/08 PL/29 Bolton (C), 2-0 2
84 23/03/08 PL/31 Liverpool (C), 3-0 1
85 29/03/08 PL/32 Aston Villa (C), 4-0 1
86 01/04/08 LC/QF AS Roma (F), 2-0 1
87 06/04/08 PL/33 Middlesbrough (F), 2-2 1
88 13/04/08 PL/34 Arsenal (C), 2-1 1
90 03/05/08 PL/37 West Ham (C), 4-1 2
91 11/05/08 PL/38 Wigan (F), 2-0 1
92 21/05/08 LC/F Chelsea (N), 1-1ap, 6-5gp 1
Época 2008/2009 (7 golos)
93 23/09/08 TL/3 Middlesbrough (C), 3-1 1
94 27/09/08 PL/6 Bolton (C), 2-0 1
95 18/10/08 PL/8 West Bromwich (C), 4-0 1
97 29/10/08 PL/10 West Ham (C), 2-0 2
99 01/11/08 PL/11 Hull City (C), 4-2 2
101 15/11/08 PL/13 Stoke City (C), 5-0 2
Balanço:
Primeira Liga inglesa (PL): 74.
Taça de Inglaterra (TI): 12.
Taça da Liga inglesa (TL): 3.
Liga dos Campeões (LC): 12.
PFO.
Lusa/Fim.

SERAMARGO



Direitos do Homem: Saramago parafraseia Hitler para dizer que são "papel molhado"
15 de Novembro de 2008, 18:13
Lisboa, 15 Nov (Lusa) - O escritor José Saramago parafraseou hoje Hitler para definir o que são os direitos humanos actualmente, definindo-os como "papel molhado".
"Em todo o Mundo os direitos humanos não contam nada. São, como dizia o Hitler que tem frases interessantes, papel molhado", disse o escritor e prémio Nobel da Literatura à agência Lusa à margem de um encontro comemorativo do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem pelas Nações Unidas, realizado em Lisboa.
"Trinta direitos estão consignados ali e ao lê-los ou desatamos à gargalhada ou desatamos a chorar", disse José Saramago, sublinhando que está é uma realidade e que é de lamentar.
"Claro que há uma retórica comemorativa a que não se pode fugir, mas se ficamos por aí...", disse, sublinhando que "cada vez mais é necessário comemorar os direitos do homem" uma vez que a conjuntura mundial é de crise económica" e "há milhões de pessoas desempregadas".
Saramago defendeu ainda a necessidade de organizar um "movimento social amplo em defesa dos direitos humanos".
"O problema que nem sempre é pacífico é o que comemoramos hoje e o que é que fazemos nos restantes 365 dias do ano", disse, sublinhando que as comemorações da declaração Universal dos Direitos do Homem não podem ser celebradas como o 05 de Outubro em que se vai ao cemitério homenagear os que implantaram a República.
Para a escritora Alice Vieira, outra das participantes na sessão de hoje, o que "parece grave" é quando os direitos humanos não são cumpridos no nosso dia-a-dia e as "pessoas normalmente nem pensam que isso é um incumprimento dos direitos humanos".
Quando se fala em direitos humanos, "normalmente toda a gente pensa que não são cumpridos no Congo, em Darfur, na Palestina, no Iraque ou no Afeganistão e então aí estamos todos a favor dos direitos humanos quando está em causa o incumprimento e é lá longe", disse.
"O que me preocupa e assusta muito, porque isso é o meu terreno e onde eu ando a trabalhar, é que na parte dos jovens eles nem sequer pensem o que seja o incumprimento dos direitos humanos", referiu.
"Que nem sequer pensem que quando dão pontapés, quando roubam o colega do lado, quando atiram ovos a seja quem for, tudo isso é um incumprimento dos direitos do homem", sublinhou.
Razão por que defendeu que aquela iniciativa em curso devia estar a ser feita "nas escolas" com os jovens para lhes "explicar realmente do que é que se trata quando se fala de direitos humanos".
"Direitos humanos não é só matar pessoas, prender pessoas ou espancar pessoas lá nos confins do mundo", mas sim aquelas "coisas muito comezinhas e muito normais a que nos vamos habituando, que se passam aqui e que é grave", sustentou.
A iniciativa de hoje foi promovida por um grupo de cidadãos que em 2007 pôs a circular um abaixo-assinado intitulado "Pela Liberdade, pela Democracia, por Abril" assinado por individualidades como Modesto Navarro, Siza Vieira, José Saramago, entre outros.
Na cerimónia, que contou com perto de 50 participantes, marcaram presença o reitor demissionário da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, e o antigo reitor da mesma universidade José Barata Moura.
CP.
Lusa/fim

Diogo Carvalho com estilo...aos 200


Complexo Olímpico de Piscinas CM COIMBRA

Natação: Diogo Carvalho bate recorde nacional dos 200 m estilos
15 de Novembro de 2008, 16:30
Tavira, Faro, 15 Nov (Lusa) - O nadador Diogo Carvalho bateu hoje o recorde português absoluto dos 200 metros estilos em piscina curta (25 metros), ao realizar o tempo de 1.57,40 minutos no Meeting Internacional de Tavira.
O anterior máximo nacional (1.57,62) já pertencia a este nadador olímpico e tinha sido estabelecido em Dezembro de 2007, no Europeu de piscina curta, em Debrecen, na Hungria, em que Diogo Carvalho foi quarto classificado.
A marca de hoje é um bom indicador para Diogo Carvalho, tendo em conta a participação do nadador no Europeu deste ano, em Rijeka, na Croácia, entre 11 e 14 de Dezembro.
RPM.
Lusa/fim

2008/11/01

Piscina de Celas, Julho, Agosto, Setembro, Outubro...

Entidade gestora afirma-se «desapoiada por quem de direito»

A Direcção Regional do Centro do IDP, IP aproveitará a interrupção da utilização deste equipamento para tomar um conjunto de medidas com vista à necessária manutenção dos equipamentos e das instalações. Concomitantemente, dar-se-á início ao competente concurso público para a concessão e exploração da Piscina de Celas».

Desta forma é previsível que, embora fiquem durante algum tempo sem a poder usufruir, os utentes da Piscina de Celas deverão voltar a utilizá-la num espaço de tempo que se espera curto.


A Associação de Natação de Coimbra (ANC) denunciou através de um comunicado as medidas que levaram ao encerramento da Piscina de Celas, infra-estrutura desportiva que a entidade gere desde 2003. Propriedade do Instituto de Desporto de Portugal (IDP), a estrutura desportiva irá encerrar as portas no dia 30 de Junho, apesar das «infrutíferas» tentativas da ANC para a sua manutenção, «com prejuízo financeiro acumulado e sem apoio necessário dos parceiros protocolares (IDP e CMC), embora a autarquia conimbricense tenha estado sempre aberta ao diálogo e empenhada na resolução deste problema», conforme refere o documento.

Desta forma, «a ANC vem publicamente denunciar, com uma certa mágoa, a sua responsabilidade na continuidade da gestão daquela estrutura», ressalvando, porém, que «em 2003, quando por ocasião das obras encetadas no Estádio Municipal e a cidade ficou sem qualquer piscina municipal, foi a ANC que tomou a seu cargo a responsabilidade de estabelecer um protocolo com o IDP (entidade proprietária da estrutura) e com a CMC (proprietária do terreno), para que a natação não tivesse de ir nadar para o Mondego. À época, foi uma atitude arrojada, mas consciente, na defesa dos interesses da modalidade», menciona o texto.

Entretanto, surgiram as novas piscinas municipais e, naturalmente, a adesão à piscina de Celas ficou reduzida. «Ainda assim são várias as instituições escolares, que através do CNAC, ou particularmente, utilizam diariamente a piscina. É também um espaço muito bem localizado para a população em geral, que tem aderido às várias iniciativas de lazer e desporto que a ANC tem vindo a implementar. Mas a mola real da vida, o cifrão que não se compadece com as mais elementares necessidades sociais, prega-nos a todos, destas rasteiras», pode ler-se no comunicado.
«É essencialmente por nos sentirmos desapoiados por quem de direito e impotentes ao momento para manter as portas sempre abertas às largas centenas de crianças, jovens e adultos que diariamente nos visitavam, que lamentamos este encerrar», conclui.

Entretanto, a ANC informou que decorre uma recolha de assinaturas dos utentes da Piscina de Celas que já ultrapassou as 1000, onde é referida a vontade de manter aquele espaço em funcionamento.

Náutico espera resposta do IDP

O Clube Náutico Académico de Coimbra (CNAC) tem sido o utilizador quase exclusivo da Piscina de Celas nos últimos anos. Por isso será o grande prejudicado pelo encerramento daquela infra-estrura desportiva.
José Luís Carvalhos, presidente do CNAC, disse ao nosso jornal que a decisão da ANC, não o apanhou de surpresa, pois desde Fevereiro que sabia da eventualidade da Associação denunciar o contrato no final de Junho. Nesse sentido «tentámos manifestar a nossa preocupação junto do IDP mas nunca tivemos qualquer resposta».

Este dirigente afirmou que o seu clube se disponibilizou para encontrar uma solução que evitasse o encerramento pois trata-se de um equipamento «com grande fidelização por parte dos utentes». «Apesar de haver outras piscinas não será fácil enquadrar os utentes de Celas, nos outros locais, não só devido à localização privilegiada mas também aos horários», acrescentou José Luís Carvalhos.

Ciente de que a Associação de Natação de Coimbra não irá continuar a gerir aquele espaço, o presidente do CNAC vê quase como inevitável o seu encerramento na segunda-feira, mas acredita que não será definitivo. É nessa perspectiva que o Náutico se propõe fazer parte da solução que permita a sua reabertura.

Edilidade deu o apoio possível

Conhecedor há alguns meses da situação, o vereador do Desporto da CMC, disse que a edilidade concedeu um apoio de dez mil euros à ANC (cerca de um terço do resultado negativo da exploração da Piscina de Celas) medida que pretenderia abrir caminho a outros apoios que infelizmente não se verificaram.

Luís Providência vê com grande preocupação a possibilidade de se concretizar o encerramento da única estrutura desportiva existente naquela zona e considera que a decisão será de exclusiva responsabilidade do IDP «que terá sempre a última palavra».

IDP vai lançar concurso público

Relativamente a esta problemática contactámos a directora Regional do Centro do IDP que nos garantiu ter mantido vários contactos tanto com a ANC como com a edilidade no sentido de resolver a questão, mantendo em funcionamento a estrutura desportiva.

Mais concretamente, Catarina Rodrigues explicou a posição do IDP num comunicado que enviou ao nosso jornal e onde confirma que «esta infra-estrutura vai encerrar a partir do dia 1 de Julho, na sequência da rescisão do protocolo de cedência de exploração da Piscina de Celas por parte da Associação de Natação de Coimbra.

A Direcção Regional do Centro do IDP, IP aproveitará a interrupção da utilização deste equipamento para tomar um conjunto de medidas com vista à necessária manutenção dos equipamentos e das instalações. Concomitantemente, dar-se-á início ao competente concurso público para a concessão e exploração da Piscina de Celas».

Desta forma é previsível que, embora fiquem durante algum tempo sem a poder usufruir, os utentes da Piscina de Celas deverão voltar a utilizá-la num espaço de tempo que se espera curto. J. S.

Fonte: Diário de Coimbra

2008/10/30

SARDINHADA



Sardinha dá 80 mil euros à faculdade onde lecciona

Desporto. Presidente do Instituto do Desporto é professor na FMH

Dirigente assina protocolo com departamento onde é professor catedrático

Luís Sardinha, presidente do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), assinou um protocolo no valor de 80 mil euros anuais com a Faculdade de Motricidade Humana (FMH) na área de Exercício e Saúde , Unidade Orgânica de Ensino e Investigação, da qual foi coordenador e onde continua a leccionar como único professor catedrático desse grupo.

Pouco depois de assumir o cargo de presidente no IDP, em Julho de 2005, Sardinha regressou à faculdade como professor convidado na condição de 50% (de onde na prática nunca saiu), tornando-se assim o primeiro presidente do IDP a não exercer o cargo a tempo inteiro.

Este acumular de funções é considerado uma "irresponsabilidade" para a maioria dos seus pares na FMH, já que existe um claro "conflito de interesses" nessas duas funções. É na qualidade de presidente do IDP que o antigo treinador de voleibol do Benfica assina o protocolo, intitulado "Observatório Nacional da Actividade Física e do Desporto, Dimensão Aptidão Física", de que simultaneamente é o líder do projecto.•
Esse protocolo tem como principal objectivo "realizar uma análise sistemática dos níveis de aptidão física dos diferentes segmentos da população portuguesa, e disponibilizar informação periódica e precisa", que, segundo o mesmo documento, "será útil não só para o sector do desporto mas também para áreas como a da saúde, da segurança social e da educação". Todavia, segundo o DN sabe, os objectivos e resultados desse protocolo são desconhecidos pela maioria dos professores na faculdade onde é realizado.

Mas o mais difícil de entender é a inexistência, até ao momento, de qualquer controlo ou auditoria a esses protocolos, renovados anualmente desde Agosto de 2006, quando foi assinado o primeiro documento.•
Simultaneamente, nos últimos anos, o IDP tem solicitado auditorias a todas as entidades com quem assina protocolos ou subsidia, como são os casos das federações e clubes, e entidades organizadoras de eventos. Os outros professores do agrupamento dependem de Luís Sardinha para exercer as suas funções, existindo neste momento "mestrados com atrasos de mais dois anos na unidade de Exercício e Saúde".

Do lado do IDP, as críticas às funções "em part-time" de Sardinha também não são ignoradas, não sendo compreendido o silêncio do presidente quanto aos problemas no decorrer da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos. Assim como todos os casos relacionados ao combate antidoping, onde o IDP é o principal responsável, sendo Sardinha também presidente do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD).

Cipriano Lucas

2008/10/19

Saudades do basquetebolconimbricense


ACADÉMICA EM 3º
Resultados:

Vitória de Guimarães-Atlético, 83-64
FC Porto-Sangalhos, 83-68
Benfica-Sampaense, 78-75
CAB Madeira-Galitos FC, 70-54
Académica-Basquete de Barcelos, 71-60
Física Torres Vedras-Esgueira, 82-86
Ginásio-Eléctrico, 89-94
Barreirense-Illiabum, 85-59
Vagos-Angra Basket, domingo
Ovarense-Seixal, domingo
Belenenses-Queluz, domingo

Classificação da Liga:

1. Benfica, 8 pontos/4 jogos
2. CAB Madeira, 8/4
3. Académica, 7/4
4. Vitória de Guimarães, 7/4
5. Ovarense, 6/3
6. Barreirense, 5/3
7. FC Porto, 5/3
8. Ginásio, 5/4
9. Vagos, 4/3
10. Física, 3/3
11. Belenenses, 3/3

2008/10/16

Em Braga...a ver África do Sul por um canudo


PORTUGAL-0 ALBÂNIA-0

PILAR FUNDAMENTAL

Critério e dignidade

Muito se tem falado (e escrito) sobre a localização da nova entidade regional de Turismo, supostamente destinada a promover a região centro.
Um dos aspectos mais discutidos, tem sido a total ausência de critérios (já habitual no que toca a decisões do actual governo que tenham, de alguma maneira, a ver com Coimbra), na escolha de Aveiro para sede da dita entidade, facto que levou Coimbra, Figueira da Foz e Cantanhede a manifestarem intenção de, tal como Fátima e a Serra da Estrela (estas últimas por decisão prévia do governo), ficarem de fora desta nova estrutura.
Se, por um lado, é reconhecido que “a perda de Coimbra enfraqueceria a influência e o prestígio da nova associação regional” – (Pedro Silva),por outro, pode ir-se mais longe perguntando o que será esta região, do ponto de vista turístico, sem Coimbra, sem Figueira (que não se sujeitam a ir com as outras sem critério nem dignidade) e, sem Fátima nem Serra da Estrela?
Portanto, para que serve esta entidade?
Pode o Partido Socialista (ou o Engº Ribau Esteves) responder-me que ficam ainda Dão-Lafões, a Ria de Aveiro e Castelo Branco, seguramente as últimas de que nos lembraríamos para ilustrar a nossa região centro junto de qualquer turista que tivesse intenção de nos visitar.
Pode o Partido Socialista (ou o Engº Ribau Esteves) responder-me com a vitela, os ovos moles, ou o queijo, que não conseguem igualar a marca Coimbra, Universidade de Coimbra ou Académica.
Como diz o político que lidera a comissão instaladora da Turismo Centro de Portugal em Aveiro, “para nós a sede é um instrumento de trabalho e só é um factor de discussão do ponto de vista político” pretendendo evitar as explicações a que não pode fugir, porque o seu plano é o de comissário político e porque deve a Coimbra resposta(s) sobre a posição que não tomou, quando a decisão foi política.
Sobre as opções assumidas no passado, pela entidade regional, relativamente a iniciativas de Coimbra que tiveram peso no turismo local e, assim reconhecidas pelo sector hoteleiro, não farei qualquer comentário. Direi apenas que, com este modelo, Coimbra não terá nada a ganhar.
Termino, fazendo um novo desafio, só compatível com alguns pequenos (grandes) pormenores;
Caro Pedro Machado (e Engº Ribau Esteves), quem quiser Coimbra, independentemente do partido político a que pertença, tem que tratar com dignidade e critério a cidade que é, afinal, o pilar fundamental.
Para promover o Centro, bacalhau é curto.

Memórias da Briosa


Vale a pena visitar


http://www.veteranosaac.com/index.php

2008/09/20

Há muito, muito tempo...


PORTUGAL 81 - MACEDÓNIA 71
SELECÇÃO NACIONAL NÃO JOGAVA EM COIMBRA HÁ MAIS DE 40 ANOS

Filipe Albuquerque AT1 PORTUGAL

2008/08/25

Pois é... (2)

É a Educação Estúpidos
8:00 | Segunda-feira, 25 de Ago de 2008

Nacionalmente, os resultados do Jogos Olímpicos foram maus. Estão ao nível de países dos mundos inferiores, onde não há sequer Estado para pedir responsabilidades. São resultados de quem não tem ginástica nas escolas e realmente não tem nem política nem cultura de desporto nacional. Encarar esta realidade seria começar a interpelar o problema para haver solução daqui a duas ou três olimpíadas.

Sucessivos Ministérios da Educação têm negligenciado este aspecto da formação humanística. A culpa do olímpico desastre não é só de Maria de Lurdes Rodrigues. Mas o seu Ministério da Educação deu continuidade a um percurso de mediocridade com olímpico desprezo pelo significado que teria para a educação nacional haver aulas de Educação Física a sério com ginásios e piscinas a sério. Não há. Nem há verbas no esforço financeiro nacional que antecipem que isso vai ser feito.

Dinheiro há para a Federação Nacional de Futebol contratar por ordenados obscenos treinadores profissionais para uma selecção nacional de futebol profissional deixando misérrimas sobras de verbas públicas para os clubes dedicarem às modalidades amadoras. Laurentino Dias, que tutela o "desporto", continua com a sua lista de prioridades voltada para os problemas da indústria do futebol.

Desde o 25 de Abril que praticamente não há uma cultura de desporto amador consistente. Destruíram-se os complexos desportivos da Mocidade Portuguesa e não houve visão nem vocação para dar continuidade às estruturas que prepararam atletas em praticamente todas as modalidades olímpicas. Da vela ao hipismo. Do remo ao tiro. Depois houve dinheiro comunitário que veio para a modernização da juventude portuguesa, mas esse tem sido sugado pelos vários buracos negros do futebol profissional e dos negócios das transmissões que a TV do Estado acaba por nunca deixar por mãos alheias.

José Sócrates faria bem em oferecer à ministra da Educação e ao secretário de Estado do Desporto placas com os aros olímpicos de ouro onde, como Clinton fez por causa da economia, se lesse - É A EDUCAÇÃO, ESTÚPIDOS. E já agora metia lá um cartão amarelo para Laurentino Dias a dizer-lhe que "doping" não é nem positivo nem negativo nem natural. É mau, só mau.

Mário Crespo

2008/08/21

F. P. ATLETISMO


Parabéns Dr. Fernando Mota

OURO OLÍMPICO


Parabéns Nelson Évora

2008/08/02

Colombinas 2008




OLÉ


Empate técnico

Partido Socialista 39,5%
Partido Popular 39,3%

Barómetro CIS
( Centro de Investigaciones Sociológicas)

ABC, 2 de Agosto 2008

2008/07/29

Pois é...


Limpeza étnica

2008-07-21

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

MÁRIO CRESPO - JN

Metro a metro...

MARTA

Ficámos a saber, pela boca do Presidente do Conselho de Administração da Metro Mondego, Prof. Álvaro Seco, aquilo que todos imaginávamos: a inexistência de uma verdadeira articulação entre a Metro Mondego (MM) e os (Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

Quando estamos perante a implementação de um projecto de mobilidade, que deverá provocar alterações profundas nos serviços disponibilizados em Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã na área do transporte de pessoas, não parece aceitável que os cerca de trezentos (300) milhões de euros a serem aplicados no metro ligeiro de superfície, não tenham obrigado a pensar e projectar em conjunto o futuro dos transportes urbanos em Coimbra.

Já em 2000 (por ocasião do 70º aniversário do DC), tive oportunidade de me referir à Autoridade Metropolitana de Trânsito Rápido de Atlanta (MARTA, Metropolitan Atlanta Rapid Transit Authority), que em Atlanta nos EUA, conciliou exactamente o aparecimento do metro com os serviços de transportes já existentes na cidade e os serviços suburbanos, como exemplo de sucesso.

Em Atlanta, a empresa do Metro chegou mesmo a adquirir a empresa de serviço de autocarros, unificando, assim, a gestão do moderno sistema de transportes.

Em Coimbra, será necessário, no mínimo, que as duas administrações planeiem o futuro de cada um dos serviços, num sistema em que vão ter de funcionar em conjunto, a bem dos cidadãos e da qualidade dos transportes.

2008/07/26

Uma Gaivota


(...)
Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.
(...)

Porque hoje é... SARGO

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

O DIA DA CRIAÇÃO, por Vinícius de Moraes

2008/07/13

Disponíveis

“Assim, apesar de ser um meio, a estabilidade é um requisito indispensável para atingir qualquer objectivo. Não sendo uma condição suficiente, é uma condição necessária sem a qual nada se consegue. É a base sobre a qual se edifica o desenvolvimento político e económico.”

José António Saraiva in: Política à Portuguesa

Em Coimbra, por estes dias, dão-se passos importantes para a definição do quadro político próximo, que se avizinha com as eleições autárquicas em 2009.

Ao CDS e ao PSD cabe a tarefa de encontrar a fórmula que permita apresentar a Coimbra, e aos conimbricenses, mais um contrato de coligação, em nome da estabilidade governativa que permite oferecer desenvolvimento.

Será, daqui para a frente, tempo de fazer balanços, limar diferenças e enaltecer o que existe em comum entre os dois partidos e as suas bases de apoio.

As regras que devem garantir autonomia no “contrato”, individualidade na coligação, lealdade com dois sentidos, terão que ficar claras, em nome do futuro, em nome de Coimbra.

Sendo Coimbra, de facto, o único interesse, é imperioso salvaguardar a família de cada um, naquilo que representa e tem de mais sagrado.

No caso do CDS, o direito à Vida, a defesa dos mais desfavorecidos, a Cultura tradicional, a forma moderada de estar e de ser, o Ambiente, a Família enquanto unidade estruturadora da sociedade, são valores essenciais de que não abdicamos.

O desafio volta a ser, fazer com seja mais o que nos une do que o que nos separa, “Por Coimbra”, em nome da estabilidade.

2008/07/04

GNR, efectivamente GNR

Efectivamente

Gnr

Composição: Rui Reininho

Adoro o campo as arvores e as flores
Jarros e perpétuos amores
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Pássaros estúpidos a esvoaçar
Adoro as pulgas dos cães
Todos os bichos do mato
O riso das crianças dos outros
Cágados de pernas para o ar

Efectivamente escuto as conversas
Importantes ou ambíguas
Aparentemente sem moralizar

Adoro as pêgas e os padrastos que passam
Finjo nem reparar
Na atitude tão clara e tão óbvia
De quem anda a engan(t)ar
Adoro esses ratos de esgoto
Que disfarçam ao pilar
Como se fossem mafiosos convictos
Habituados a controlar

Efectivamente gosto de aparência
Imponente ou inequívoca
Aparentemente sem moralizar

Efectivamente gosto de aparência
Aparentemente sem moralizar
Aparentemente escuto as conversas
Efectivamente sem moralizar

Efectivamente….sem moralizar
Aparentemente…sem moralizar
Efectivamente