2008/10/30

SARDINHADA



Sardinha dá 80 mil euros à faculdade onde lecciona

Desporto. Presidente do Instituto do Desporto é professor na FMH

Dirigente assina protocolo com departamento onde é professor catedrático

Luís Sardinha, presidente do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), assinou um protocolo no valor de 80 mil euros anuais com a Faculdade de Motricidade Humana (FMH) na área de Exercício e Saúde , Unidade Orgânica de Ensino e Investigação, da qual foi coordenador e onde continua a leccionar como único professor catedrático desse grupo.

Pouco depois de assumir o cargo de presidente no IDP, em Julho de 2005, Sardinha regressou à faculdade como professor convidado na condição de 50% (de onde na prática nunca saiu), tornando-se assim o primeiro presidente do IDP a não exercer o cargo a tempo inteiro.

Este acumular de funções é considerado uma "irresponsabilidade" para a maioria dos seus pares na FMH, já que existe um claro "conflito de interesses" nessas duas funções. É na qualidade de presidente do IDP que o antigo treinador de voleibol do Benfica assina o protocolo, intitulado "Observatório Nacional da Actividade Física e do Desporto, Dimensão Aptidão Física", de que simultaneamente é o líder do projecto.•
Esse protocolo tem como principal objectivo "realizar uma análise sistemática dos níveis de aptidão física dos diferentes segmentos da população portuguesa, e disponibilizar informação periódica e precisa", que, segundo o mesmo documento, "será útil não só para o sector do desporto mas também para áreas como a da saúde, da segurança social e da educação". Todavia, segundo o DN sabe, os objectivos e resultados desse protocolo são desconhecidos pela maioria dos professores na faculdade onde é realizado.

Mas o mais difícil de entender é a inexistência, até ao momento, de qualquer controlo ou auditoria a esses protocolos, renovados anualmente desde Agosto de 2006, quando foi assinado o primeiro documento.•
Simultaneamente, nos últimos anos, o IDP tem solicitado auditorias a todas as entidades com quem assina protocolos ou subsidia, como são os casos das federações e clubes, e entidades organizadoras de eventos. Os outros professores do agrupamento dependem de Luís Sardinha para exercer as suas funções, existindo neste momento "mestrados com atrasos de mais dois anos na unidade de Exercício e Saúde".

Do lado do IDP, as críticas às funções "em part-time" de Sardinha também não são ignoradas, não sendo compreendido o silêncio do presidente quanto aos problemas no decorrer da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos. Assim como todos os casos relacionados ao combate antidoping, onde o IDP é o principal responsável, sendo Sardinha também presidente do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD).

Cipriano Lucas

2008/10/19

Saudades do basquetebolconimbricense


ACADÉMICA EM 3º
Resultados:

Vitória de Guimarães-Atlético, 83-64
FC Porto-Sangalhos, 83-68
Benfica-Sampaense, 78-75
CAB Madeira-Galitos FC, 70-54
Académica-Basquete de Barcelos, 71-60
Física Torres Vedras-Esgueira, 82-86
Ginásio-Eléctrico, 89-94
Barreirense-Illiabum, 85-59
Vagos-Angra Basket, domingo
Ovarense-Seixal, domingo
Belenenses-Queluz, domingo

Classificação da Liga:

1. Benfica, 8 pontos/4 jogos
2. CAB Madeira, 8/4
3. Académica, 7/4
4. Vitória de Guimarães, 7/4
5. Ovarense, 6/3
6. Barreirense, 5/3
7. FC Porto, 5/3
8. Ginásio, 5/4
9. Vagos, 4/3
10. Física, 3/3
11. Belenenses, 3/3

2008/10/16

Em Braga...a ver África do Sul por um canudo


PORTUGAL-0 ALBÂNIA-0

PILAR FUNDAMENTAL

Critério e dignidade

Muito se tem falado (e escrito) sobre a localização da nova entidade regional de Turismo, supostamente destinada a promover a região centro.
Um dos aspectos mais discutidos, tem sido a total ausência de critérios (já habitual no que toca a decisões do actual governo que tenham, de alguma maneira, a ver com Coimbra), na escolha de Aveiro para sede da dita entidade, facto que levou Coimbra, Figueira da Foz e Cantanhede a manifestarem intenção de, tal como Fátima e a Serra da Estrela (estas últimas por decisão prévia do governo), ficarem de fora desta nova estrutura.
Se, por um lado, é reconhecido que “a perda de Coimbra enfraqueceria a influência e o prestígio da nova associação regional” – (Pedro Silva),por outro, pode ir-se mais longe perguntando o que será esta região, do ponto de vista turístico, sem Coimbra, sem Figueira (que não se sujeitam a ir com as outras sem critério nem dignidade) e, sem Fátima nem Serra da Estrela?
Portanto, para que serve esta entidade?
Pode o Partido Socialista (ou o Engº Ribau Esteves) responder-me que ficam ainda Dão-Lafões, a Ria de Aveiro e Castelo Branco, seguramente as últimas de que nos lembraríamos para ilustrar a nossa região centro junto de qualquer turista que tivesse intenção de nos visitar.
Pode o Partido Socialista (ou o Engº Ribau Esteves) responder-me com a vitela, os ovos moles, ou o queijo, que não conseguem igualar a marca Coimbra, Universidade de Coimbra ou Académica.
Como diz o político que lidera a comissão instaladora da Turismo Centro de Portugal em Aveiro, “para nós a sede é um instrumento de trabalho e só é um factor de discussão do ponto de vista político” pretendendo evitar as explicações a que não pode fugir, porque o seu plano é o de comissário político e porque deve a Coimbra resposta(s) sobre a posição que não tomou, quando a decisão foi política.
Sobre as opções assumidas no passado, pela entidade regional, relativamente a iniciativas de Coimbra que tiveram peso no turismo local e, assim reconhecidas pelo sector hoteleiro, não farei qualquer comentário. Direi apenas que, com este modelo, Coimbra não terá nada a ganhar.
Termino, fazendo um novo desafio, só compatível com alguns pequenos (grandes) pormenores;
Caro Pedro Machado (e Engº Ribau Esteves), quem quiser Coimbra, independentemente do partido político a que pertença, tem que tratar com dignidade e critério a cidade que é, afinal, o pilar fundamental.
Para promover o Centro, bacalhau é curto.

Memórias da Briosa


Vale a pena visitar


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