2012/05/10

O AMOR É...MUITO ESTRANHO

Carlos Cidade, o silêncio é um biombo!  

Escrito por Hugo Duarte  

Lembro-me do célebre biombo que Carlos Cidade referia quando falava, em 2008, da candidatura de Henrique Fernandes à liderança concelhia do PS/Coimbra . O discurso de Cidade, ele próprio, era uma espécie de biombo mais fechado; nunca fui capaz de comprender a sua falta de frontalidade.
Há biombos que parecem nunca cair, a oposição do Partido Socialista na Câmara Municipal de Coimbra (CMC) é uma espécie de biombo.
O vereador Paulo Leitão (PSD) é arguido, numa situação directamente relacionada com a gestão da coisa pública na área do urbanismo, e o silêncio do PS/Coimbra incomoda os socialistas.
O actual director de urbanismo da CMC é o segundo a ser constitído arguido num horizonte de sete anos, como assinalou o “Campeão”, sendo que o silêncio do PS/Coimbra incomoda o cidadão.
Porque será? Estratégia? Mas que estratégia de oposição, se não afronta claramente a falta de transparência na gestão da coisa pública?!. Mas que estratégia é esta que só denuncia o que lhe apetece.
Houve um caso de desfalque nos SMTUC, imputado a um funcionário. Foi, provavelmente, muito grave. E agora é tudo muito ligeiro?
Compreendo que o PS/Coimbra ande preocupado com as questões das «repúblicas» estudantis e dos impostos que colocam em risco a sua existência, mas, camarada Carlos Cidade, o problema está na República Portuguesa e nos abusos que ela tem sofrido.
Sem denunciar estes abusos tudo o resto está em causa, até para que não corra aquele vulgo habitual de que “são todos iguais”. Às vezes, fico com a sensação que Carlos Cidade prefere liderar a oposição em vez de ajudar a eleger um executivo socialista.
São sinais, porque os silêncios também falam ou se falam.

(*) Militante do PS

2012/05/01

O AMOR É...VIR E VOLTAR

87% dos turistas querem voltar a Portugal nos próximos 3 anos
Os turistas estrangeiros que visitam Portugal fazem um balanço muito positivo das suas férias (88%) e na esmagadora maioria pretendem regressar a Portugal. Estas são algumas conclusões do estudo Satisfação de Turistas, realizado durante a época baixa para o Turismo de Portugal, à saída dos aeroportos nacionais.
Com a oferta cultural e natural, a par da simpatia das pessoas, a serem os principais factores de satisfação, 87% dos turistas que nos visitam pretendem regressar a Portugal nos próximos 3 anos. De forma geral, o balanço das férias realizadas é muito positivo (88% dos casos), e 40% afirma mesmo que a viagem excedeu as expectativas. De acordo com os resultados do inquérito, os turistas provenientes do Brasil são os mais entusiastas nas avaliações, registando níveis de satisfação superiores à média dos restantes turistas.
A oferta natural e cultural é considerada o “ponto forte” de Portugal, uma vez que as paisagens, praias, monumentos/museus e gastronomia e vinhos são os pontos que registam os níveis de satisfação mais elevados (88%). A simpatia da população local é outro aspecto importante para a avaliação positiva do destino (75%).
Ainda de acordo com o inquérito, Lisboa e Porto são as regiões mais visitadas, sendo a capital mais escolhida pelos turistas espanhóis, holandeses e brasileiros, enquanto os franceses visitam mais o Porto.
Na sua estadia em Portugal, a grande maioria dos turistas (78 %) prefere o alojamento mais qualificado (hotel/apart-hotel/pousada) onde passa, em média, seis noites. Na fase de planeamento, a internet continua a ser o maior impulsionador da escolha de Portugal como destino de férias (33%), seguido do conselho de familiares ou amigos (25%).
O Estudo foi realizado em Março deste ano, envolvendo 600 entrevistas a turistas de Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, Irlanda e Brasil.
M.F.
30/04/2012

O AMOR É...ATÉ QUE ENFIM

Sinais exteriores de riqueza tiram direito a Rendimento Social de Inserção PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 02 Abril 2012 00:00
377525 Os beneficiários do Rendimentos Social de Inserção (RSI) vão passar a integrar bolsas de trabalhadores ao dispor de câmaras, juntas de freguesia e instituições de solidariedade social. Os que recusarem esse trabalho perdem direito à prestação. Mas não é só. Segundo as novas regras, o mesmo acontecerá a quem tiver carro ou for preso, mesmo que preventivamente. Fonte oficial do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, citada pelo Correio da Manhã, afirma que o Governo pretende cortar em cerca de 70 milhões de euros o valor total destas prestações sociais. Assim, desenhou um conjunto de novas regras que permitirá baixar o custo do RSI de 440 milhões de euros (valor previsto para 2012) para 370 milhões.

As novas regras, que são também avançadas pelo Jornal de Notícias e o Expresso, ditam que os beneficiários do RSI passam a perder automaticamente a prestação social caso sejam proprietários de um carro, detenham contas bancárias familiares iguais ou superiores a 25 mil euros ou se recusem a prestar “trabalho útil à comunidade”.

Os beneficiários que ameaçarem ou coagirem funcionários da Segurança Social – têm sido relatados casos de violência de pessoas que tentam dessa forma manter o RSI – também perdem direito à prestação social, assim como os que forem presos. Esta última alínea inclui mesmo presos preventivos.

A renovação do RSI deixa de ser automática e, segundo o Correio da Manhã, só será atribuído após a assinatura obrigatória de um “contrato de inserção”. Este prevê um conjunto de obrigações familiares – frequentar a escola, cumprir o plano de vacinação e estar inscrito num centro de emprego. Os cidadãos estrangeiros só terão direito ao RSI após um ano a viver em Portugal, no caso dos europeus, ou após três anos, no caso dos extracomunitários.

Renovação automática do RSI é prática “perniciosa”, diz CDS

Na sequência das notícias avançadas neste sábado, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse desconhecer “em concreto” a proposta de lei, mas defendeu que a renovação automática da atribuição do RSI deve acabar. Nuno Magalhães considera tratar-se de uma prática “perniciosa”.

“Não conheço em concreto a proposta de lei”, declarou à Lusa. “Mas conheço o programa de Governo e as declarações de vários membros do Governo. Consideramos bastante positivas várias alterações que esta proposta de lei, segundo julgamos saber, contém, desde logo a renovação automática de uma prestação que deve ser temporária”. Atualmente, o RSI é «renovado automaticamente, sem as pessoas terem de fazer prova anualmente», disse Magalhães, considerando-a uma prática «perniciosa».

“O RSI é positivo para situações transitórias, para ajudar pessoas que efectivamente se encontram em situação de emergência, não constitui um modo de vida ou um financiamento por parte do Estado”, acrescenta o deputado eleito pelo círculo de Setúbal.


Notícia publicada no Público online