2010/12/05
O AMOR É...O CDS
| A história do CDS-PP |
Os primeiros meses de actividade caracterizaram-se por um esforço de implantação e esclarecimento, dificultado e impedido pelo clima de instabilidade, violência e anarquia que se vivia no país, que culminaria nos assaltos à sede do Partido em 4 de Novembro de 1974 e em 11 de Março de 1975. Em 13 de Janeiro de 1975, cumprindo a lei dos partidos políticos, o CDS entregou ao Supremo Tribunal de Justiça a documentação necessária à sua legalização.
Em 11 de Março de 1975, na sequência de nova viragem política, que teve como vectores principais a intervenção colectivista na vida económica e a tutela militar do regime, o CDS declarou-se partido da oposição, atitude que manteria até à formação do II Governo Constitucional, em 1978.
Em Abril de 1975, o CDS elegeu os únicos 16 Deputados não socialistas da Assembleia Constituinte, que haveriam de votar sozinhos contra o texto final da Constituição, em 2 de Abril de 1976. Entretanto o CDS foi admitido em finais de 1975 como membro da UEDC, União Europeia das Democracias Cristãs.
O grande objectivo do CDS foi alcançado em 1976, nas eleições legislativas: ultrapassar o PCP e colocar-se, ao lado dos socialistas e sociais-democratas, entre os grandes partidos democráticos portugueses, com 42 Deputados.
Três anos e meio após a sua fundação, o CDS chegou ao poder, num Governo de aliança parlamentar, presidido pelo Dr. Mário Soares, que incluía três ministros centristas – Rui Pena, Sá Machado e Basílio Horta, nas pastas de Reforma Administrativa, Negócios Estrangeiros e Comércio e Turismo, além de cinco Secretários de Estado.
Em meados de 1979, o CDS propôs ao PSD e ao PPM a constituição de uma frente eleitoral, proposta que deu origem à AD – Aliança Democrática –, que venceu as eleições legislativas de 1979 e de 1980, com maioria absoluta.
Nos Governos da AD, o CDS esteve representado por cinco Ministros e dez Secretários de Estado. O fundador e Presidente do Partido, Diogo Freitas do Amaral, foi então vice-primeiro-ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1980) e Vice Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa Nacional (1981-1982).
Nesse mesmo período, outro fundador do Partido, Francisco Oliveira Dias, foi Presidente da Assembleia da República. O CDS ocupou, alternadamente, os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Defesa Nacional, Presidência, Finanças e Plano, Agricultura, Comércio, Indústria, Obras Públicas, Assuntos Sociais e Cultura, imprimindo uma marca de qualidade, doutrina e moderação às políticas do seu governo.
Ao V Congresso, realizado em Lisboa em Fevereiro de 1983, sob o lema: "Servir Portugal, pensar o futuro, rasgar horizontes", apresentaram-se dois candidatos à liderança do Partido – Lucas Pires e Luís Barbosa, tendo saído vitorioso o primeiro.
Na sequência dos resultados eleitorais de 19 de Julho de 1987, o Presidente do Partido decidiu não se recandidatar, tendo-se verificado o regresso à liderança do CDS do fundador Diogo Freitas do Amaral.
O VIII Congresso teve lugar na Póvoa do Varzim, em Janeiro de 1988, e elege uma direcção constituída por Freitas do Amaral, Basílio Horta, Morais Leitão, Nogueira de Brito e Luís Beiroco, entre outros.
Em Março de 1992, no X Congresso, realizado em Lisboa, foi eleito Manuel Monteiro, iniciando uma renovação geracional e de diferenciação ideológica do CDS.
No XI Congresso (Extraordinário), realizado em Janeiro de 1993, aprovou-se um programa de renovação doutrinária e organizativa do Partido do Centro Democrático e Social. É aí que se altera a denominação do Partido, somando-se a expressão "Partido Popular" e passando-se a usar a sigla C.D.S./Partido Popular.
Nos XII e XIII Congressos, a liderança de Manuel Monteiro prepara o Partido para uma recuperação eleitoral, que se confirmaria nas eleições legislativas de 1995, em que o CDS/PP atinge 9,1% e elege 15 deputados.
No XIV Congresso, realizado em Coimbra, em Dezembro de 1996, Manuel Monteiro é reeleito, e a linha estratégica do Partido confirmada. O mesmo sucederia no XV Congresso, em Lisboa.
Após um resultado eleitoral, nas eleições autárquicas de 1997, que leva o líder do Partido a pedir a demissão, é convocado, para Braga, o XVI Congresso. Há duas candidaturas à liderança: Maria José Nogueira Pinto e Paulo Portas, vencendo este último, propondo uma linha de reconciliação e a renovação de matriz democrata-cristã.
No outro acto eleitoral, de Março de 2002, na sequência da demissão do Primeiro-Ministro António Guterres, o CDS/PP obtém um resultado eleitoral de 8,75% e estabelece com o Partido Social Democrata (PSD) um acordo de coligação que viabiliza a constituição do XV Governo Constitucional.
No XV Governo o CDS esteve representado por três ministros e seis secretários de Estado. O Presidente do CDS/PP ocupa a pasta de Ministro de Estado e da Defesa Nacional, Maria Celeste Cardona a pasta da Justiça e António Bagão Félix a do Trabalho e Segurança Social.
O XIX Congresso do CDS/PP realizou-se em Matosinhos, em 27 de Setembro de 2003, sob o lema “Compromisso Total”. O qual se iniciou com uma abertura simbólica no Palácio de Cristal, de homenagem a todos aqueles que resistiram à extrema-esquerda e de evocação de Adelino Amaro da Costa.
No XVI Governo são quatro os ministros indicados pelo CDS/PP: Paulo Portas tutela agora também os Assuntos do Mar, para além de continuar a ser Ministro de Estado e da Defesa Nacional; Luís Nobre Guedes é Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território; Telmo Correia assume a pasta do Turismo; António Bagão Félix, é Ministro das Finanças e da Administração Pública. O CDS conta ainda com cinco Secretários de Estado.
Em Junho desse ano, Ribeiro e Castro foi o único candidato às eleições directas, por este prometidas em congresso.
No XXI Congresso, realizado na Batalha em Maio de 2006, José Ribeiro e Castro foi reeleito Presidente do CDS-PP. Tendo como oponente a Moção de João Almeida, na altura Presidente da J.P.
Nas eleições directas realizadas em 21 de Abril de 2007, foi eleito Presidente do Partido Paulo Portas, que venceu com 75 por cento dos votos.
Nas eleições directas realizadas em 13 de Dezembro de 2008, foi reeleito Presidente do Partido Paulo Portas, que venceu com 95 por cento dos votos.
2010/12/04
2010/12/02
O AMOR É...QUALQUER DIA
«_Vae ser pedida. Casa qualquer dia._»
(_Trecho duma carta_)
Tive noticias hoje a teu respeito:
«Vae ser pedida. Casa qualquer dia».
E o coração tranquillo no meu peito
--Continuou a bater como batia...
Surpreso duma tal serenidade,
Todo eu, intimamente, me sondava:
Pois nem ciume? Nem sequer saudade?!
--E nem ciumes, nem saudade achava...
Saudades, não; que o teu amor antigo
Guardam-no as cinzas (neste coração)
Como em Pompeia aquelles grãos de trigo
Que após centenas d'annos deram pão...
Saudades! Mas de quê?! Pois não sei eu
A lei antiga como o proprio mundo
De que o prazer mal chega, já morreu,
E só a dôr nas almas cava fundo?
Causei-te longas horas d'amargura,
Não consegues voltar a ser feliz;
A chaga que te abri não terá cura,
E se curar--lá fica a cicatriz.
Á luz dum juramento que trahiste
Tu has de vêr-me toda a vida pois.
Ergueste-o a Deus num dia amargo e triste
E Deus casou-nos esse dia, aos dois...
Ciumes tambem não, por te venderes.
Desgraçadinha! Antes te houvesses dado;
Não descerias tanto entre as mulheres,
Seria mais humano o teu peccado.
Porém, embora a tua falta aponte,
P'ra mim és a que foste (ou que eu suppuz);
O sol desapparece no horisonte
--E a gente vê-o ainda a dar-nos luz...
Póde a desgraça erguer em frente a mim
Altas montanhas d'elevados cumes.
O sol do amôr doiral-as-ha, e assim,
Vendo-o tão alto, não terei ciumes.
Ciumes! _Elle_ é que hade tel-os, quando,
Em claras noites de luar silente,
Ouvir vibrar alguma voz, cantando
Os versos que te fiz devotamente.
Versos para te ungirem os ouvidos
E os labios d'anemica e de santa,
Tão pobres, tão ingenuos, tão sentidos,
Que o povo humilde os acolheu e os canta.
Então, se te olhar bem, logo adivinha...
Logo sombriamente se convence
De que a tua alma se fundiu na minha
--E apenas o teu corpo lhe pertence.
(_Trecho duma carta_)
Tive noticias hoje a teu respeito:
«Vae ser pedida. Casa qualquer dia».
E o coração tranquillo no meu peito
--Continuou a bater como batia...
Surpreso duma tal serenidade,
Todo eu, intimamente, me sondava:
Pois nem ciume? Nem sequer saudade?!
--E nem ciumes, nem saudade achava...
Saudades, não; que o teu amor antigo
Guardam-no as cinzas (neste coração)
Como em Pompeia aquelles grãos de trigo
Que após centenas d'annos deram pão...
Saudades! Mas de quê?! Pois não sei eu
A lei antiga como o proprio mundo
De que o prazer mal chega, já morreu,
E só a dôr nas almas cava fundo?
Causei-te longas horas d'amargura,
Não consegues voltar a ser feliz;
A chaga que te abri não terá cura,
E se curar--lá fica a cicatriz.
Á luz dum juramento que trahiste
Tu has de vêr-me toda a vida pois.
Ergueste-o a Deus num dia amargo e triste
E Deus casou-nos esse dia, aos dois...
Ciumes tambem não, por te venderes.
Desgraçadinha! Antes te houvesses dado;
Não descerias tanto entre as mulheres,
Seria mais humano o teu peccado.
Porém, embora a tua falta aponte,
P'ra mim és a que foste (ou que eu suppuz);
O sol desapparece no horisonte
--E a gente vê-o ainda a dar-nos luz...
Póde a desgraça erguer em frente a mim
Altas montanhas d'elevados cumes.
O sol do amôr doiral-as-ha, e assim,
Vendo-o tão alto, não terei ciumes.
Ciumes! _Elle_ é que hade tel-os, quando,
Em claras noites de luar silente,
Ouvir vibrar alguma voz, cantando
Os versos que te fiz devotamente.
Versos para te ungirem os ouvidos
E os labios d'anemica e de santa,
Tão pobres, tão ingenuos, tão sentidos,
Que o povo humilde os acolheu e os canta.
Então, se te olhar bem, logo adivinha...
Logo sombriamente se convence
De que a tua alma se fundiu na minha
--E apenas o teu corpo lhe pertence.
O AMOR É...A NEVE
Batem leve, levemente
Como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
Mas ha pouco, ha poucochinho,
Nem uma agulha bolia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...
Quem bate assim levemente
Com tão estranha leveza
Que mal se ouve, mal se sente?...
Não é chuva, nem é gente,
Nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve cahia
Do azul cinzento do ceu
Branca e leve, branca e fria...
--Ha quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a atravez da vidraça.
Poz tudo da côr do linho.
Passa gente e quando passa
Os passos imprime e traça
Na brancura do caminho...
Fico olhando esses signaes
Da pobre gente que avança
E noto, por entre os mais,
Os traços miniaturais
Duns pézitos de creança...
E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vel-os
Primeiro bem definidos,
--Depois em sulcos compridos,
Porque não podia erguel-os!...
Que quem já é peccador
Soffra tormentos, emfim!
Mas as creanças, Senhor,
Porque lhes daes tanta dôr?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim prêsa.
Cae neve na natureza...
--E cae no meu coração.
Como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim...
É talvez a ventania;
Mas ha pouco, ha poucochinho,
Nem uma agulha bolia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...
Quem bate assim levemente
Com tão estranha leveza
Que mal se ouve, mal se sente?...
Não é chuva, nem é gente,
Nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve cahia
Do azul cinzento do ceu
Branca e leve, branca e fria...
--Ha quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a atravez da vidraça.
Poz tudo da côr do linho.
Passa gente e quando passa
Os passos imprime e traça
Na brancura do caminho...
Fico olhando esses signaes
Da pobre gente que avança
E noto, por entre os mais,
Os traços miniaturais
Duns pézitos de creança...
E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vel-os
Primeiro bem definidos,
--Depois em sulcos compridos,
Porque não podia erguel-os!...
Que quem já é peccador
Soffra tormentos, emfim!
Mas as creanças, Senhor,
Porque lhes daes tanta dôr?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim prêsa.
Cae neve na natureza...
--E cae no meu coração.
O AMOR É...RACE OF FILIPE ALBUQUERQUE
Português vence Vettel e Loeb na 'Race Of Champions'
O piloto Filipe Albuquerque sagrou-se este domingo campeão dos campeões, ao conquistar a Race of Champions, em Dusseldorf, na Alemanha. O português natural de Coimbra venceu na finalíssima o francês Sebastian Loeb, sete vezes campeão de ralis.Por:Miguel Alexandre Pereira
Para conquistar o título Filipe Albuquerque, teve que eliminar o português Álvaro Parente nos quartos-de-final e o alemão Sebastian Vettel, campeão do mundo de Formula 1, nas meias-finais da competição.
Na finalíssima, Sebastian Loeb ainda conseguiu adiar a decisão final para uma terceira corrida. No entanto, o piloto luso venceu a última prova, arrecadando a competição.
O AMOR É...ABSOLUT FOOTBALL
A candidatura russa recolheu a maioria dos votos do Comité Executivo da FIFA e acabou por ganhar o direito a organizar o Mundial-2018. Portugal e Espanha viram assim desfazer-se as esperanças de receber a maior competição de futebol do planeta. Na corrida estavam também Inglaterra e Holanda/Bélgica.
Pouco depois, Joseph Blatter anunciou o organizador do Mundial-2022. O Qatar foi o país escolhido, em detrimento dos EUA, da Austrália, da Coreia do Sul e do Japão.
O primeiro ministro russo, Vladimir Putin, disse à Reuters que a decisão do comité "mostra que a Rússia é de confiança", enquanto se dirigia para o aeroporto de Moscovo, para um voo rumo a Zurique. O presidente Dmitri Medvedev escreveu no seu perfil do Twitter "Hurra! Vitória!", pouco depois da decisão da FIFA ser anunciada.
O secretário de estado português do Desporto, Laurentino Dias, citado pelo Público, considera que "ganharam os novos países, os que se candidatavam pela primeira vez", mas que o desporto português não dependia da decisão do comité. "Nem Portugal, nem Espanha dependiam deste Mundial. Esta derrota não coloca em causao desporto no nosso país", acrescenta.
Gilberto Madaíl, presidente da federação Portuguesa de Futebol, reforça a ideia de Laurentino Dias e afirma à TSF que a candidatura ibérica "está de consciência tranquila" e que "foram feitos todos os possíveis dentro dos limites do que é aceitável". Como balanço final da candidatura, Madaíl sublinha o reforço dos "laços com a Federação espanhola" de futebol.
O seleccionador português, Paulo Bento, felicita a Rússia diz que a candidatura ibérica era a mais forte em termos desportivos, "pelo que fizeram as duas selecções, pelo que fazem os clubes nas maiores competições".
Pouco depois, Joseph Blatter anunciou o organizador do Mundial-2022. O Qatar foi o país escolhido, em detrimento dos EUA, da Austrália, da Coreia do Sul e do Japão.
O primeiro ministro russo, Vladimir Putin, disse à Reuters que a decisão do comité "mostra que a Rússia é de confiança", enquanto se dirigia para o aeroporto de Moscovo, para um voo rumo a Zurique. O presidente Dmitri Medvedev escreveu no seu perfil do Twitter "Hurra! Vitória!", pouco depois da decisão da FIFA ser anunciada.
O secretário de estado português do Desporto, Laurentino Dias, citado pelo Público, considera que "ganharam os novos países, os que se candidatavam pela primeira vez", mas que o desporto português não dependia da decisão do comité. "Nem Portugal, nem Espanha dependiam deste Mundial. Esta derrota não coloca em causao desporto no nosso país", acrescenta.
Gilberto Madaíl, presidente da federação Portuguesa de Futebol, reforça a ideia de Laurentino Dias e afirma à TSF que a candidatura ibérica "está de consciência tranquila" e que "foram feitos todos os possíveis dentro dos limites do que é aceitável". Como balanço final da candidatura, Madaíl sublinha o reforço dos "laços com a Federação espanhola" de futebol.
O seleccionador português, Paulo Bento, felicita a Rússia diz que a candidatura ibérica era a mais forte em termos desportivos, "pelo que fizeram as duas selecções, pelo que fazem os clubes nas maiores competições".
2010/11/26
2010/10/15
O AMOR É...10%
Imaginem
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Mário Crespo
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.
Mário Crespo
2010/09/24
O AMOR É...VALLELUNGA
Comunicado de Imprensa
24 de Setembro 2010
Filipe Albuquerque em primeiro nos treinos livres
Tiveram hoje lugar as duas sessões de treinos livres do Campeonato Italiano de GT que decorre este fim-de-semana no circuito de Vallelunga. Filipe Albuquerque e o seu companheiro de equipa, Marco Bonanomi no Audi R8 LMS foram quarto classificados no treino da manhã consequência de bandeiras vermelhas e chuva e no treino da tarde os mais rápidos.
Resultados que deixam o piloto português optimista quanto às corridas ma também às sessões de qualificação que vão ter lugar amanhã: “As coisas hoje acabaram por correr bem. Temos ainda margem de evolução e por isso estamos confiantes. No entanto, um pouco expectantes quanto à estratégia que os nossos adversários vão adoptar”, disse o piloto português.
Filipe Albuquerque e Marco Bonanomi ocupam a segunda posição do Campeonato e estai determinados em conseguir este fim-de-semana reduzir a desvantagem para os seus adversários.
Classificação do Campeonato:
1º GianLuca Roda – Porsche 997 GT3 R com 110 pontos
2º Albuquerque/Bonanomi – Audi R8 LMS GT3 com 102 pontos
3º Gianluca Giraudi/Audo R8 LMS GT3 com 96 pontos
Para mais informações:
Make News
Rute Vieira
Telm: 91 22 02 800
Rute@make-news.pt
24 de Setembro 2010
Filipe Albuquerque em primeiro nos treinos livres
Tiveram hoje lugar as duas sessões de treinos livres do Campeonato Italiano de GT que decorre este fim-de-semana no circuito de Vallelunga. Filipe Albuquerque e o seu companheiro de equipa, Marco Bonanomi no Audi R8 LMS foram quarto classificados no treino da manhã consequência de bandeiras vermelhas e chuva e no treino da tarde os mais rápidos.
Resultados que deixam o piloto português optimista quanto às corridas ma também às sessões de qualificação que vão ter lugar amanhã: “As coisas hoje acabaram por correr bem. Temos ainda margem de evolução e por isso estamos confiantes. No entanto, um pouco expectantes quanto à estratégia que os nossos adversários vão adoptar”, disse o piloto português.
Filipe Albuquerque e Marco Bonanomi ocupam a segunda posição do Campeonato e estai determinados em conseguir este fim-de-semana reduzir a desvantagem para os seus adversários.
Classificação do Campeonato:
1º GianLuca Roda – Porsche 997 GT3 R com 110 pontos
2º Albuquerque/Bonanomi – Audi R8 LMS GT3 com 102 pontos
3º Gianluca Giraudi/Audo R8 LMS GT3 com 96 pontos
Para mais informações:
Make News
Rute Vieira
Telm: 91 22 02 800
Rute@make-news.pt
O AMOR É...AdP
Águas de Portugal: Empresa pública mantém frota de luxo de 400 veículos
Despesismo derruba Pedro Serra
Mandato do presidente da AdP termina no fim do ano. Será o último
O Governo não vai reconduzir Pedro Serra no cargo de presidente do grupo Águas de Portugal (AdP), cujo mandato termina a 31 de Dezembro deste ano. Segundo apurou o CM, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, poderá mesmo antecipar a saída daquele responsável antes da data, já que "não gostou de tomar conhecimento do despesismo na AdP".
A posição do Governo surge após o Correio da Manhã ter revelado, ontem, que a AdP, grupo com mais de 40 empresas, está a renovar a frota de cerca de 400 automóveis topo de gama para uso dos gestores e quadros intermédios.
O Ministério do Ambiente disse ao CM que não "não comenta o assunto", mas o ambiente de mal-estar na AdP é notório, tendo, aliás, reaberto "feridas" antigas, como, por exemplo, o facto de Pedro Serra ter nomeado este ano a sua mulher, Alexandra Serra, para presidente da Comissão Executiva da AdP - Serviços Ambientais. A este propósito, foi referido o facto de Pedro e Alexandra Serra estarem, neste momento, no Canadá a participar no Congresso Mundial da Água, em representação da AdP e AdP - Serviços Ambientais.
Ainda na linha das críticas ao despesismo do grupo Águas de Portugal, que já atingiu o limite de endividamento imposto pelo Governo, foi referido ao CM que Serra é o primeiro presidente de um conselho de administração de uma empresa pública a nomear um chefe de Gabinete. E, a propósito da frota automóvel, é de registar que a Pedro Serra foi atribuído um topo de gama: Mercedes E 350 CDI. Pedro Serra foi nomeado presidente da AdP em 2005 pelo ex-ministro do Ambiente, Nunes Correia.
AUTOMÓVEL DE 70 MIL EUROS
O carro disponibilizado pela Águas de Portugal para o seu presidente, Pedro Serra, é um dos modelos mais emblemáticos da marca germânica: Mercedes-Benz E 350 CDI. Com 231 cavalos de potência, custa 70 199 euros no stand.
ENGENHEIRA CIVIL ENTROU EM 2001
A mulher do presidente da Águas de Portugal é licenciada em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico (IST). Alexandra Serra começou a carreira em 1988 no Centro de Estudos de Hidrossistemas do IST e entrou para a AdP em 2001. Este ano, foi nomeada pelo marido presidente da comissão executiva da AdP - Serviços Ambientais.
CDS CONSIDERA CASO INACEITÁVEL
A deputada do CDS Cecília Meireles considerou ontem "inaceitável" a renovação da frota de automóveis da AdP, numa altura em que esta "já ultrapassou" o limite de endividamento. "É muito simples. Das duas uma: ou o ministro não manda ou as empresas não obedecem", criticou, afirmando que terá de haver consequências políticas.
Despesismo derruba Pedro Serra
Mandato do presidente da AdP termina no fim do ano. Será o último
O Governo não vai reconduzir Pedro Serra no cargo de presidente do grupo Águas de Portugal (AdP), cujo mandato termina a 31 de Dezembro deste ano. Segundo apurou o CM, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, poderá mesmo antecipar a saída daquele responsável antes da data, já que "não gostou de tomar conhecimento do despesismo na AdP".
A posição do Governo surge após o Correio da Manhã ter revelado, ontem, que a AdP, grupo com mais de 40 empresas, está a renovar a frota de cerca de 400 automóveis topo de gama para uso dos gestores e quadros intermédios.
O Ministério do Ambiente disse ao CM que não "não comenta o assunto", mas o ambiente de mal-estar na AdP é notório, tendo, aliás, reaberto "feridas" antigas, como, por exemplo, o facto de Pedro Serra ter nomeado este ano a sua mulher, Alexandra Serra, para presidente da Comissão Executiva da AdP - Serviços Ambientais. A este propósito, foi referido o facto de Pedro e Alexandra Serra estarem, neste momento, no Canadá a participar no Congresso Mundial da Água, em representação da AdP e AdP - Serviços Ambientais.
Ainda na linha das críticas ao despesismo do grupo Águas de Portugal, que já atingiu o limite de endividamento imposto pelo Governo, foi referido ao CM que Serra é o primeiro presidente de um conselho de administração de uma empresa pública a nomear um chefe de Gabinete. E, a propósito da frota automóvel, é de registar que a Pedro Serra foi atribuído um topo de gama: Mercedes E 350 CDI. Pedro Serra foi nomeado presidente da AdP em 2005 pelo ex-ministro do Ambiente, Nunes Correia.
AUTOMÓVEL DE 70 MIL EUROS
O carro disponibilizado pela Águas de Portugal para o seu presidente, Pedro Serra, é um dos modelos mais emblemáticos da marca germânica: Mercedes-Benz E 350 CDI. Com 231 cavalos de potência, custa 70 199 euros no stand.
ENGENHEIRA CIVIL ENTROU EM 2001
A mulher do presidente da Águas de Portugal é licenciada em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico (IST). Alexandra Serra começou a carreira em 1988 no Centro de Estudos de Hidrossistemas do IST e entrou para a AdP em 2001. Este ano, foi nomeada pelo marido presidente da comissão executiva da AdP - Serviços Ambientais.
CDS CONSIDERA CASO INACEITÁVEL
A deputada do CDS Cecília Meireles considerou ontem "inaceitável" a renovação da frota de automóveis da AdP, numa altura em que esta "já ultrapassou" o limite de endividamento. "É muito simples. Das duas uma: ou o ministro não manda ou as empresas não obedecem", criticou, afirmando que terá de haver consequências políticas.
2010/09/23
O AMOR É...CASTELA E LEÃO
Península Ibérica
Norte, Galiza e Castela e Leão criam "macro-região"
18.09.2010 - 09:17 Por Margarida Gomes
Aproveitando o lançamento do debate do novo ciclo de políticas comunitárias (2014-2020) e a discussão sobre perspectivas financeiras que se seguirão, a Região Norte de Portugal juntou-se à Galiza e a Castela e Leão para lançar a primeira "macro-região" da Península Ibérica, designada "Sudoeste Europeu".
O primeiro passo para a concretização deste projecto foi dado ontem, em Vallodolid, Espanha, com a assinatura de um memorando de entendimento entre os presidentes das três regiões do Noroeste peninsular.
A ideia é estudar uma candidatura para a constituição de uma "macro-região", no âmbito da nova arquitectura de cooperação territorial, decidida pela Comissão Europeia para o próximo ciclo de políticas comunitárias. Economia, indústria, educação, universidade e investigação, trabalho, ambiente, cultura e turismo e ainda transportes e logística são os eixos de acção desta aposta.
Ontem, o presidente do governo regional de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera Campo, destacou o "enorme significado e valor estratégico deste grande projecto político" e comprometeu-se a apresentá-lo na Cimeira Ibérica de Elvas, marcada parao mês de Dezembro.
"Este memorando é um marco", declarou Herrera Campo, puxando pela auto-estima das três regiões que, salientou, "têm a mesma vocação de serviços, experiência e que apostam apaixonadamente na cooperação em território". Também Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, destacou a originalidade do memorando, pelo facto de criar uma cooperação tripartida.
"Este Noroeste peninsular não fica isolado sobre si próprio, mas abre-se a outras regiões e esperamos que venham a incorporar esta "macro-região"", declarou. Carlos Lage frisou, porém, que a "cooperação tripartida" não se limita à obtenção de fundos comunitários.
Norte, Galiza e Castela e Leão criam "macro-região"
18.09.2010 - 09:17 Por Margarida Gomes
Aproveitando o lançamento do debate do novo ciclo de políticas comunitárias (2014-2020) e a discussão sobre perspectivas financeiras que se seguirão, a Região Norte de Portugal juntou-se à Galiza e a Castela e Leão para lançar a primeira "macro-região" da Península Ibérica, designada "Sudoeste Europeu".
O primeiro passo para a concretização deste projecto foi dado ontem, em Vallodolid, Espanha, com a assinatura de um memorando de entendimento entre os presidentes das três regiões do Noroeste peninsular.
A ideia é estudar uma candidatura para a constituição de uma "macro-região", no âmbito da nova arquitectura de cooperação territorial, decidida pela Comissão Europeia para o próximo ciclo de políticas comunitárias. Economia, indústria, educação, universidade e investigação, trabalho, ambiente, cultura e turismo e ainda transportes e logística são os eixos de acção desta aposta.
Ontem, o presidente do governo regional de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera Campo, destacou o "enorme significado e valor estratégico deste grande projecto político" e comprometeu-se a apresentá-lo na Cimeira Ibérica de Elvas, marcada parao mês de Dezembro.
"Este memorando é um marco", declarou Herrera Campo, puxando pela auto-estima das três regiões que, salientou, "têm a mesma vocação de serviços, experiência e que apostam apaixonadamente na cooperação em território". Também Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, destacou a originalidade do memorando, pelo facto de criar uma cooperação tripartida.
"Este Noroeste peninsular não fica isolado sobre si próprio, mas abre-se a outras regiões e esperamos que venham a incorporar esta "macro-região"", declarou. Carlos Lage frisou, porém, que a "cooperação tripartida" não se limita à obtenção de fundos comunitários.
2010/08/24
2010/04/25
O AMOR É...COMPROMISSO
Terça-feira, 20 de Abril de 2010
MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO
Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.
Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.
Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.
Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".
Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.
Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.
Estoril, 18 de Abril de 2010
mhtml:file://C:\Users\luís\Desktop\Blog%20A%20Bem\10%2004%2020%20Portugal%20respeitado.mht!http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/s1d047f0f/6221629_bvm5m.jpeg
Luís Soares de Oliveira
MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO
Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall.
O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.
Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.
Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume. Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa.
Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo. O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável.
Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português. E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.
Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".
Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas.
Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.
Estoril, 18 de Abril de 2010
mhtml:file://C:\Users\luís\Desktop\Blog%20A%20Bem\10%2004%2020%20Portugal%20respeitado.mht!http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/s1d047f0f/6221629_bvm5m.jpeg
Luís Soares de Oliveira
2010/03/22
2010/03/08
O AMOR É...BEM APANHADO

ANTES DA POSSE:
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
---
DEPOIS DA POSSE:
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA
2010/03/05
2010/03/04
2010/02/27
O AMOR É...OLIVENÇA
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Olivença (em castelhano Olivenza) é uma cidade e um município numa zona fronteiriça cuja definição é objecto de litígio entre Portugal e Espanha,[1] reivindicada de jure por ambos os países e administrada de facto como parte integrante da comunidade autónoma da Extremadura.
Apesar do desentendimento entre Portugal e Espanha sobre a Questão de Olivença,[2] o tema não tem provocado atrito nas relações entre os dois países ibéricos.[3][4] Olivença e os municípios raianos espanhóis de La Codosera, Alburquerque e Badajoz e portugueses de Arronches, Campo Maior, Estremoz, Portalegre e Elvas chegaram a um acordo em 2008 com vista à criação de uma euro-região.[5][6]
O Tratado de Alcanizes, de 1297, estabelecia Olivença como parte de Portugal. Em 1801, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal, o território foi anexado a Espanha. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível.[7] Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.
WIKIPEDIA
2010/02/21
2010/02/14
2010/02/07
2010/01/27
O AMOR É...RETORNO ABSOLUTO

Comunicado de Imprensa
22 de Janeiro 2010
Filipe Albuquerque o mais rentável em termos mediáticos
Segundo dados apurados pela Cision, a maior empresa mundial na área de monitorização e avaliação de informação veiculada nos órgãos de comunicação social, Filipe Albuquerque foi o piloto que em 2009 maior retorno mediático atingiu, tendo como base todos os pilotos que a Cision monitoriza em Portugal.
Filipe Albuquerque é um piloto de referência no panorama automobilístico nacional e internacional, tendo vários títulos além fronteiras sob a sua alçada, sendo que em 2009 participou no A1GP e conquistou o terceiro lugar do Campeonato.
Em termos de retorno absoluto, Albuquerque destaca-se consideravelmente face à maioria dos adversários nacionais, com 3.658.640€ de impacto mediático, medições estas, onde não estão contempladas os valores de impacto publicitário.
A televisão foi, uma vez mais, uma das grandes forças na promoção dos pilotos portugueses, especialmente com o forte apoio que a SportTv tem vindo a dar a esta modalidade. Não é de estranhar, assim, que Albuquerque tenha um retorno televisivo de cerca de 75% da sua inserção total nos meios de comunicação em Portugal.
Também no pódio deste ranking de pilotos contabilizados pela Cision aparece Pedro Couceiro que com 2.751.503€ é terceiro entre esta monitorização.
Estes valores explicam em grande parte o porquê do cada vez maior investimento das marcas nos desportos motorizados, pois a excelente visibilidade tem vindo a ser garantida e a associação de imagem sempre vantajosa e importante para ambos os lados. Mais uma vez o desporto automóvel volta a confirmar o seu potencial como veículo de comunicação para as marcas, que atingem com alguma facilidade, os seus ´targets’.
Há semelhança do que tem vindo a acontecer em anos anteriores, o automobilismo é dos desportos que mais ‘alegrias’ trás a Portugal, com vários pilotos a discutir títulos internacionais e de elevada notoriedade, sendo sem dúvida a modalidade que leva mais longe o nome do nosso país tal é a variedade de desportos e destaque que tem além fronteiras. Para as marcas é sem dúvida uma aposta sempre ganha.
2010/01/15
2010/01/10
O AMOR É...MULTICOLOR

Poder Local: Entendimento com PSD para nova Lei Autárquica possível este ano - Secretário Estado
10h44m
Lisboa, 10 Jan (Lusa) - O governo espera chegar a um entendimento com o PSD para que ainda este ano seja aprovada uma nova Lei Eleitoral para as autarquias que estabelece os executivos monocolores, revelou o secretário de Estado da Administração Local.
"A minha convicção é a de que há condições para ter esse consenso e tenho sinais claros nessa matéria, mesmo do PSD, de que há uma vontade de evoluir nesse sentido", disse, em entrevista à Lusa, José Junqueiro.
Junqueiro realçou que esta lei "é a lei eleitoral para os órgãos autárquicos que foi discutida na legislatura anterior, sobretudo entre o PS e o PSD".
2010/01/05
O AMOR É...O TRIGO

Separar o trigo do trigo
Prepara-se o nosso partido para, no próximo dia 9 de Janeiro, escolher a equipa que liderará a política distrital de Coimbra nos próximos dois anos.
Sabemos que a realidade do CDS no Distrito de Coimbra não é fácil e hoje balança entre o magnífico resultado obtido a 27 de Setembro nas eleições legislativas e, a realidade desoladora na maioria dos 17 concelhos do distrito, nos resultados das eleições autárquicas duas semanas depois.
Naturalmente que a motivação que se podia tirar do resultado das primeiras eleições, a eleição de um Deputado da Nação (que não acontecia desde 1985), não encontrou forma de se expressar nos boletins de voto deixados desertos pelo CDS nas autárquicas de Outubro, em concelhos como Cantanhede, Oliveira do Hospital ou Mira, onde o partido tinha atingido resultados de terceira força política, com votações entre os 9,5% e os 10,5% nas legislativas de Setembro.
Esta deveria ter sido a prioridade da Comissão Política Distrital em funções desde Dezembro de 2008.
A opção foi não apoiar a corpo inteiro a candidatura do Dr. João Serpa Oliva e, nas autárquicas, fazer queixas a Lisboa da má coligação que a concelhia do partido fazia em Coimbra, ainda assim suficiente para garantir a maior presença de Democrata Cristãos em órgãos públicos, onde se incluem o primeiro e o último elementos da lista do Dr. Nunes da Silva.
Que outro concelho fez mais pelo nosso partido?
O que fizemos pelo partido, eu, o João Serpa Oliva, o Paulo Almeida, o João Madeira e tantos outros, não começou ontem, nem tampouco há um ano em Dezembro de 2008.
A remodelação da sede do Partido em Coimbra em 1998, cujos custos assumi e suportei pessoalmente durante 5 anos, as rendas, a água, a luz, que sempre nos disponibilizámos a garantir, realizam mais de uma década em que, devo dizer, não dei por muitos dos que, já militando há anos no CDS aparecem só agora a querer dar o seu contributo.
Não será, no entanto o caso do Dr. Nunes da Silva, que em momentos mais ou menos recentes se mostrou disponível a ajudar a concelhia de Coimbra, o que agradeço.
Já não consigo disfarçar a desconfiança de ver a mesma pessoa correr para os braços de um passado que nos fez acreditar que não queria mais.
O Partido não precisa e não merece ter de voltar a essas memórias.
O CDS cresceu em Coimbra.
Cresceu em número de votos, mas cresceu primeiro em número de militantes.
Fomos reconhecidos como a terceira concelhia que mais ajudou o Partido a aumentar o número dos seus militantes nos últimos anos.
Podíamos dizer que tudo se deve a ter um Vereador e uma equipa dedicadas ao Partido e ao seu crescimento.
Prefiro acreditar que é obra dos militantes de bem que, pela sua conduta, pelo seu exemplo, pela forma como estão na vida, permitem engrandecer o CDS, a Democracia Cristã e fazer com que tantos outros se juntem a nós.
Acredito que esta é a equipa certa para reconstruir o Partido no distrito de Coimbra.
Tem o conhecimento do Partido e a noção exacta das dificuldades que estão pela frente e dos desafios que se colocam à Democracia Cristã num país cada vez mais necessitado de ter valores e de viver por valores.
Esta equipa tem a juventude e a experiência necessárias para cumprir esta missão pelo distrito com sucesso.
O Paulo Almeida é um militante activo de longa data que não olha para trás.
Sabe que o caminho é o futuro e que o futuro está à nossa frente.
E nós também sabemos que com a escolha que faremos no próximo dia 9
podemos estar a separar o trigo do trigo, mas essa é uma escolha clarificadora, que agora tem que ser feita.
O trigo de um passado sem futuro ou o trigo do futuro com passado.
Para o CDS no distrito de Coimbra, como para o País, o tempo é de mudanças inadiáveis.
Viva o CDS.
Viva o distrito de Coimbra.
Viva Portugal.
2010/01/01
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