2010/12/02

O AMOR É...ABSOLUT FOOTBALL

A candidatura russa recolheu a maioria dos votos do Comité Executivo da FIFA e acabou por ganhar o direito a organizar o Mundial-2018. Portugal e Espanha viram assim desfazer-se as esperanças de receber a maior competição de futebol do planeta. Na corrida estavam também Inglaterra e Holanda/Bélgica.
Pouco depois, Joseph Blatter anunciou o organizador do Mundial-2022. O Qatar foi o país escolhido, em detrimento dos EUA, da Austrália, da Coreia do Sul e do Japão.
O primeiro ministro russo, Vladimir Putin, disse à Reuters que a decisão do comité "mostra que a Rússia é de confiança", enquanto se dirigia para o aeroporto de Moscovo, para um voo rumo a Zurique. O presidente Dmitri Medvedev escreveu no seu perfil do Twitter "Hurra! Vitória!", pouco depois da decisão da FIFA ser anunciada.
O secretário de estado português do Desporto, Laurentino Dias, citado pelo Público, considera que "ganharam os novos países, os que se candidatavam pela primeira vez", mas que o desporto português não dependia da decisão do comité. "Nem Portugal, nem Espanha dependiam deste Mundial. Esta derrota não coloca em causao desporto no nosso país", acrescenta.
Gilberto Madaíl, presidente da federação Portuguesa de Futebol, reforça a ideia de Laurentino Dias e afirma à TSF que a candidatura ibérica "está de consciência tranquila" e que "foram feitos todos os possíveis dentro dos limites do que é aceitável". Como balanço final da candidatura, Madaíl sublinha o reforço dos "laços com a Federação espanhola" de futebol.

O seleccionador português, Paulo Bento, felicita a Rússia diz que a candidatura ibérica era a mais forte em termos desportivos, "pelo que fizeram as duas selecções, pelo que fazem os clubes nas maiores competições".