2011/05/08

UMA NO CRAVO, OUTRA NA DITADURA


Uma no cravo, outra na ditadura

Responder à questão sobre se devemos (continuar a) festejar o 25 de Abril em 2011, no meio de uma crise económica e social que assola o país e ameaça limitar-lhe a autonomia como não aconteceu no tempo dos Filipes, poderia ser visto como resolver o problema das pontes de Königsberg.
Tentarei, em 700 caracteres, dar uma hipótese de solução a este “problema”.
Se por um lado acredito que o desvirtuar dos objectivos inicialmente traçados no 25 de Abril de 74, atribuíveis aos responsáveis pelo PREC (MFA, PCP, …), abriu o caminho ao 25 de Novembro de 75, verdadeiro momento da liberdade plena, porque democrática, e por isso possa ser festejado;
 Por outro, entendo que à luz dessa liberdade e democracia, um conjunto de responsáveis políticos em Portugal se tem esforçado em demonstrar, assumindo comportamentos de claro abuso da coisa pública, que este não é o melhor regime, permitindo comparações (pe.crescimento económico) com a ditadura, capazes de desmotivar e desmoralizar o mais convicto dos capitães de Abril.

Luis Providência
Abril de 2011