2008/10/16

PILAR FUNDAMENTAL

Critério e dignidade

Muito se tem falado (e escrito) sobre a localização da nova entidade regional de Turismo, supostamente destinada a promover a região centro.
Um dos aspectos mais discutidos, tem sido a total ausência de critérios (já habitual no que toca a decisões do actual governo que tenham, de alguma maneira, a ver com Coimbra), na escolha de Aveiro para sede da dita entidade, facto que levou Coimbra, Figueira da Foz e Cantanhede a manifestarem intenção de, tal como Fátima e a Serra da Estrela (estas últimas por decisão prévia do governo), ficarem de fora desta nova estrutura.
Se, por um lado, é reconhecido que “a perda de Coimbra enfraqueceria a influência e o prestígio da nova associação regional” – (Pedro Silva),por outro, pode ir-se mais longe perguntando o que será esta região, do ponto de vista turístico, sem Coimbra, sem Figueira (que não se sujeitam a ir com as outras sem critério nem dignidade) e, sem Fátima nem Serra da Estrela?
Portanto, para que serve esta entidade?
Pode o Partido Socialista (ou o Engº Ribau Esteves) responder-me que ficam ainda Dão-Lafões, a Ria de Aveiro e Castelo Branco, seguramente as últimas de que nos lembraríamos para ilustrar a nossa região centro junto de qualquer turista que tivesse intenção de nos visitar.
Pode o Partido Socialista (ou o Engº Ribau Esteves) responder-me com a vitela, os ovos moles, ou o queijo, que não conseguem igualar a marca Coimbra, Universidade de Coimbra ou Académica.
Como diz o político que lidera a comissão instaladora da Turismo Centro de Portugal em Aveiro, “para nós a sede é um instrumento de trabalho e só é um factor de discussão do ponto de vista político” pretendendo evitar as explicações a que não pode fugir, porque o seu plano é o de comissário político e porque deve a Coimbra resposta(s) sobre a posição que não tomou, quando a decisão foi política.
Sobre as opções assumidas no passado, pela entidade regional, relativamente a iniciativas de Coimbra que tiveram peso no turismo local e, assim reconhecidas pelo sector hoteleiro, não farei qualquer comentário. Direi apenas que, com este modelo, Coimbra não terá nada a ganhar.
Termino, fazendo um novo desafio, só compatível com alguns pequenos (grandes) pormenores;
Caro Pedro Machado (e Engº Ribau Esteves), quem quiser Coimbra, independentemente do partido político a que pertença, tem que tratar com dignidade e critério a cidade que é, afinal, o pilar fundamental.
Para promover o Centro, bacalhau é curto.