
TBZ processa dirigentes da Briosa
PRESIDENTE É UM DOS VISADOS
Os responsáveis da empresa TBZ, da área do marketing e merchandising, apresentaram queixas-crime contra o presidente e um dos vice-presidentes da Académica, por retenção de receitas de bilheteira dos jogos de futebol do clube.
Segundo o comunicado emitido hoje pela TBZ, elementos do clube voltaram a reter as receitas da recepção de domingo ao Benfica (0-2), a contar para a nona ronda da Liga de futebol, impedindo ainda a entrada a funcionários da empresa que faz a gestão da bilheteira dos encontros do Estádio Cidade Coimbra.
"O contrato é claro: as receitas são propriedade da TBZ. Em quatro anos, a TBZ entregou mais de oito milhões de euros à Direcção da Académica", acusa a nota.
Os alvos da queixa da TBZ foram o presidente da Académica, José Eduardo Simões, e o vice-presidente para a área financeira, Luís Godinho.
Ainda hoje, Luís Godinho anunciou que processou o administrador da TBZ, João Barroqueiro, e o seu assessor de imprensa, João Duarte, por difamação, junto da Polícia Judiciária de Coimbra.
Em causa está um comunicado emitido no sábado pela TBZ, que acusava a Direcção da Académica, através do seu dirigente, de levantar, sem autorização, mais de 65.000 euros da receita do jogo Académica-Benfica, que se estimava de cerca de 300.000 euros.
Acusava ainda o referido comunicado de "assalto às suas instalações, por levantamento indevido de dinheiro, por abuso de confiança e por violação do acordo" entre as partes.
Data: Segunda-feira, 24 Novembro de 2008 - 21:01