2009/12/18

O AMOR É...O BEIJO


TAS aceita argumento do beijo contaminado com cocaína
Richard Gasquet teve um controlo de doping positivo mas foi ilibado. O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) aceitou a fundamentação do jogador, de que as “quantidades mínimas” de cocaína detectadas nas análises terão origem numa contaminação, através, diz o tenista, de um beijo a uma mulher, na véspera do torneio de Miami, e não causado pelo consumo da droga.
O controlo foi realizado a 28 de Março deste ano, durante o torneio de Miami. O tribunal antidopagem da Federação Internacional de Ténis (ITF) puniu o tenista com dois meses e meio de suspensão, mas a ITF e a Agência Mundial Antidopagem (AMA) recorreram para o TAS, solicitando uma suspensão de um a dois anos.
O TAS não concordou com a argumentação dos recursos e “exonerou o jogador de qualquer falta ou negligência”, mesmo reconhecendo que “a infracção aos programa antidoping foi correctamente reportado”, com base na “presença de uma quantidade mínima de benzoilecgonina [produto da degradação da cocaína no corpo] na urina do jogador”.
Segundo o TAS, o painel que analisou o caso baseou-se nos dados fornecidos pelos peritos apresentados pelas duas partes, que “concordaram que a quantidade do metabolito de cocaína foi tão diminuto que deve ter sido o reflexo de exposição acidental, em vez das quantidades tomadas normalmente por consumidores sociais de cocaína”. “Além disso, ficou estabelecido que o jogador não era um consumidor usual de cocaína, mesmo em quantidades pequenas”, afirma o tribunal, vincando que, “desta forma, a possibilidade de contaminação tornou-se na explicação mais plausível para a presenta do metabolito de cocaína na urina do jogador”.
“No balanço das probabilidades, o painel do TAS concluiu que é mais provável que que a contaminação do jogador com cocaína tenha resultado, como Gasquet sublinhou, de um beijo a uma mulher, num clube nocturno em Miami na noite antes do teste antidopagem, e que o jogador cumpriu os requisitos de prova no que respeita à forma de ingestão. Os peritos das duas partes concordaram em que a quantidade ínfima de cocaína poderia ter sido transferida desta forma”, sublinhou o tribunal num comunicado, adiantando que “os árbitros concluíram que seria impossível ao jogador, mesmo tendo o máximo de precaução, saber que beijar uma mulher que conhecera num ambiente totalmente insuspeito o poderia contaminar com cocaína”.
O antigo número um francês encontra-se no 52º lugar do ranking mundial e regressou à competição a 22 de Agosto, no torneio de New Haven, nos EUA.
por Duarte Ladeiras